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on quinta-feira, 29 de julho de 2010 | 0 cousas

“Parabéns pelo teu dia! Você é minha melhor amiga. Parece coisa de criança, né...”

SMS que recebi no dia último dia do amigo. Tenho que concordar que parece coisa de criança sim esse troço de melhor amiga. Lembro da competição que era na infância para ser considerado melhor amig@ de fulan@. Principalmente d@ fulan@ mais popular, mais inteligente, mais nerd, mais cool.

A remetente daquela mensagem é/foi intitulada minha melhor amiga durante a minha adolescência - e eu dela -, e desde então já se vão dez anos. Nesse intervalo, tivemos incompatibilidade de percepções de mundo, de vida, de sentimentos e de pessoas e a recíproca deixou de ser verdadeira não lembro em qual aniversário de amizade. Ela perdeu o posto e, se ainda não se vingou e tirou o meu, é porque realmente pouco se importou comigo e eu muito com ela. Por isso eu ainda permanecer no cargo. Ê amizade!

Ninguém conseguiu ocupar o lugar dela... só alguém's. Muitos até tentaram, mas acho que sou tão boa nesse troço de amizade unilateral que galguei o tal posto de 'melhor amiga' na vida de várias pessoas. E isso não é falta de modéstia, é resultado de confessada boa psicologia. Sei lá, a vida tem sempre razão, e eu sempre estou lá pra demonstrar isso.

Um dos meus alguém's é 'a pessoa mais parecida comigo que eu conheço, só que do lado do avesso'. É do tipo de pessoa que me vê sofrendo por uma paixonite aguda e diz: ''bom, eu não entendo nada disso, sou insensível, procura alguém's para conversar sobre isso''. O alguém's que ele me manda procurar é exatamente quem pode estar no mundo velho, mas precisa me dar um hello para dizer: ''só não estou aí pertinho de ti, mas estou contigo''. São alguém's que me irritam ora ou outra, cujas incompatibilidades são titubeadas logo em seguida, e que estão no meu 'pra sempre' há poucos anos.

Além desses alguém's, existem os que não fazem muito esforço para serem meus melhores, mas são ótimos amigos. A diferença entre uns e outros é que, para os últimos, eu não tenho intimidade o bastante para ligar por causa de uma dor de barriga.

É por todos esses que eu sou capaz de trocar um menage a trois, que eu faço questão de torcer, de me preocupar, de mandar boas energias. E rara, raramente sinto ciúmes deles uns com os outros. Porque, no fundo, no fundo, me sinto como parideira deles: quero-os juntos, ao meu redor e felizes. E também como uma anfitriã de uma grande festa, perguntando: E ai? Está confortável na vida? Tá bom pra você?

O resto? Conheço de boas praças. ;)

on sexta-feira, 23 de julho de 2010 | 0 cousas
Resposta à amiga índia que me convidou para um chá de cevada das 5h.

Eu não fui não! =P

Amiga, vida de desempregada dá muito trabalho!

Ora não se tem gasolina no carro, ora alguém o abastece intencionalmente e te faz de taxista. Ainda rolam os momentos em que, em virtude da falta de perspectivas para o futuro, tu te mete em cursos, em concursos e tudo demanda tempo e verbalização para convencer a mãe a 'verbar'.

Enfim, a vida depois do meio-dia é muito cansativa.
on sexta-feira, 5 de março de 2010 | 0 cousas

Lembro orgulhosamente que, aos 12 anos, fui líder da equipe campeã do campeonato de conjugação de verbos. Eu era pirralha e só pensava em estudar, em falar tudo gramaticalmente correto e ser elogiada pelo irmão mais velho. Quem nunca quis a atenção para os seus feitos, uai??

Levei tão a ferro e fogo o incentivo do português gramaticalmente correto, que acabei me inscrevendo num curso de Letras, cuja conclusão está prevista para 2012, o que totaliza 09 anos de curso. Essa lorota já é conhecida, mas eu não imaginava que, após tantos revertérios familiares, a pergunta "está estudando português?" pudesse mexer tanto comigo.

É que os mesmos revertérios familiares, que não me deixavam imaginar que tal frase tirasse um sorriso contente do meu rosto, afastaram fisicamente a mim e a meu irmão mais velho. Porém, a saudade que ocupou esse espaço físico me arrastou pesada e confiantemente para reencontrá-lo, abraçá-lo e dizer: oi, comigo só ficará bem se você estiver bem. então, diga-me como se sente que saberás como eu me sinto.

E, nesse entendimento de metas e objetivos de 'ser alguém na vida', saí do reencontro com uma gramática para concursos debaixo do braço. Pode parecer estranho para qualquer pessoa, mas para mim é a atenção e preocupação consentida.
on terça-feira, 2 de março de 2010 | 1 cousas

Mais de um mês depois, cá estou de volta. Às 00h48!

O que me trouxe de volta? A saudade de quem se vai, e de quem eu não sei quando retornarei a ver, pois a distância que se fazia entre bairros agora se dará entre cidades, estados, tempos, oportunidades.

Essas últimas vamos supor que existiram aos baldes, mas as interveniências do dia a dia - que eu prefiro não dizer que sejam aquele tal de as pessoas seguem rumos diferentes - acabaram me dando a certeza do estar disponível quando o outro também estivesse disponível. Por assim, foram adiadas conversas, abraços, risos, chocolates e coca-cola.

Estávamos cuidando de nossas vidas separadamente, gostosamente (ou não) como deveríamos. Mas aí o tempo apertou e quem me fez bem por tantos tempos passados, tornando-se primeiro meu companheiro de trabalho, depois paciente amigo e influente conhecedor musical vai para a terra em que nós planejávamos ir juntos.

Eu não, mas ele vai. E isso desponta em mim um orgulho danado de quem eu sei que dará certo, pois eu sei que não retornará correndo com o rabo entre as pernas como eu já fiz.

Contudo, neste momento freelanceio a alma que sofre por não aprender que deve aproveitar o tempo junto dos seus, e que se alegra porque os seus realizam sonhos e estão prontos para fazer história.

A torcida não fica aqui. A torcida vai junto com ele, na mala.

Da Luca, para Pepê!

“me dê a mão… vamos sair para ver o sol….”
on sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 | 5 cousas
Toda intimidade é uma desgraça [perdoe-me o palavrão, mamãe!]. Desde o profano "vai à merda" até o questionamento natural de como anda o seu intestino, a intimidade se faz ofensiva.

Ela só é superada pela sua consequente: "te conheço como ninguém"; ou, também, "te conheço como a palma da minha mão". Ah, ainda tem o "a mim, você não engana", e tantas outras frases que te levam à frustração da previsibilidade.

Como se já não bastassem os rótulos sociais, aos quais não há um santo que fuja, alguém ainda é capaz de te dizer ao pé do ouvido: "você é previsível"?!? Mas que droga! Se já me conhece tanto, a minha 'graça' já acabou!! A minha descoberta cinematográfica já não te convence, as minhas visitas surpresas já tem momentos marcados, e a minha virada de perna não te seduz mais.

Deve ser por isso que já procuras outros sons, outros risos. E de novo, tão previsivelmente, dirás a outro alguém: "és previsível demais para mim".

Ah, vá à merda você e o seu intestino!

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite

Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo

Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta.

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.


Dez chamamentos ao amigo (I), de Hilda Hist

on sábado, 16 de janeiro de 2010 | 6 cousas


Penso, rabisco minha caderneta e me prometo que vou postar. Penso, reflito, choro, escrevo em um lenço de papel e não posto. Procuro uma cara nova, nada me agrada, reviro-me, deito e protelo a mudança no blog.

Tenho empurrado essa relação há tempos. Uma relação sem tesão, com obrigação, como se a nossa história estivesse completado sete anos, e para dar um upgradezinho, eu precisasse de uma lua-de-mel. O pior nem é a falta de tesão, e sim o apego, como se a coragem de jogar tudo para o alto encerrasse nas lembranças dos tempos de confidência, de conversas de botequim e de gargalhadas de pôr a mão na barriga, que já deveriam morar numa caixa de sapatos.

Dar tempo, deixar a ermo, eu já sei que não resolve. Brincar de mudar de endereço ou de excluir para não ter obrigação também não, pois sei que, como das outras vezes, voltarei atrás. E eu já nem sei sobre o que estou falando...namoro, amizade ou simplesmente blog. Como resolver então?
on terça-feira, 27 de outubro de 2009 | 10 cousas
Brinde ao Amigão!



Ontem, eu tava acolá conversando com a Du sobre algumas recordações históricas e comentei com ela que nenhum de nós pode ter a onipresença na blogosfera, mas nos grupos [ou panelinhas, como preferirem] sempre há umas referências que seguimos... Na minha história de vida blogosférica, o Amigão, a Du e a já cansada desse mundo Ju são, para mim, essas referências, esses papas, que todo mundo quer ler, todo mundo quer apreciar, visitar, seguir, acompanhar...


Isso me fez lembrar que por umas bandas dalí, muito se falou nos últimos dias sobre as amizades que surgem na blogosfera. Entre os que eram céticos e aqueles que tiveram suas vidas incrementadas por uns coments, algumas inspirações, e certos sentimentos verdadeiros acolá, estava sentado no sofá um cara alegre, com sua caneca de café, "ouvindo" atentamente o que cada um dizia. Ou não tão atentamente, pois ora era o café, ora era a cerveja que o embriagava na caneca.


O tal cara do sofá era o Amigão, um avô babão - que tira onda das razões da vida, que voa de all star, que não deixa de ouvir as palavras divinas e maternas, que perde tempo torcendo pra time errado,
que deve ser um puta profissional publicitário - que tem os textos mais singelos, enriquecedores e irreverentes desta blogosfera que eu conheço, claro. hehehhe.

É o cara que aniversaria nesta data querida, do qual estou esperando uma visita prometiiiiiiiida [hein!!] nas terras maranhenses, e para o qual eu não poderia desejar senão as melhores conquistas, os mais heróicos fios de cabelos brancos, as mais arrepiantes paixões, as mais belas lições de vida e as mais geladas cervejas. Afinal de contas, ele não é só o dono do sofá mais disputado da blogosfera, é também a minha referência acá. Quando eu for gente, quero ser mejor que ele. \o/

E brinde ao Amigãããoooooo!! Aêêêêê

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Da Dona Dusonhos ...




Se algum dia alguém descobrir e descrever como surgem os sentimentos, não haverá mais a magia de senti-los, pois é exatamente quando nos damos conta que ele nasceu faz tempo que não devemos raciocinar, mas sim gritar ao mundo que ele faz um bem danado lá dentrão.

Dessa forma, eu jamais me atreveria a perder meu tempo tentando escarafunchar o
start, o time e as palavras que deram início à nossa amizade. Prefiro o baú de lembranças das nossas conversas, dos conselhos que nos damos e que sabemos que já existem dentro de nós, das minhas alegrias incontidas no "Duzitaaaaaaaa" quando atendo as ligações dela, da voz bunita com jeito de guria quando me chama de "Luquinha" raramente me chama de Luana e eu prefiro bem assim, dos textos que ela escreve lindamente e às vezes pergunta o que eu acho eu acho mesmo é que ela gosta de que eu massageie o ego dela, porque PQP!! qual texto dela não fica show?? só naqueles que eu dou pitaco..hihihi, da caixa bem bonita de papel de vinhos que um dia veio recheada de bombons e que me lembra sempre de anotar quando eu e ela iremos degustar tantos vinhos, do livro engraçado que chegou tão despropositadamente [junto com um postal de POA] para me fazer refletir num momento que eu precisava me entender...

Ah, essa moça...do Chico Buarque, do melhor player da blogosfera, das danações de blogspot, da meiguice dos melhores versos, da rebeldia de sentimentos, dos bate-e-volta de cabeça rachada e erguida, dos desabafos, das gargalhadas sem-noção, dos choros hasuahsuahsuas ... de todos os corações!

Gosto demais dela, mocinha dos sonhos que desejo ardentemente serem realizados, renovados e plantados nos coraçõezinhos de tantas pessoas que ilumina. Para ela acreditar...



Lobos? São muitos.
Mas tu podes ainda
A palavra na língua
Aquietá-los.
Mortos? O mundo.
Mas podes acordá-lo
Sortilégio de vida
Na palavra escrita.
Lúcidos? São poucos.
Mas se farão milhares
Se à lucidez dos poucos
Te juntares.
Raros? Teus preclaros amigos.
E tu mesmo, raro.
Se nas coisas que digo
Acreditares.


Hilda Hilst

Parabéns pra você nesta data querida...ipi ipi urraaaaa!
on terça-feira, 18 de agosto de 2009 | 6 cousas
"Tudo o que é leve o vento leva, eu quero aprender um jeito de reinventar certeza ou tristeza"
[Ceumar]

Desde domingo, quando assisti ao filme "A Insustentável Leveza do Ser", inspirada na obra literária homônima de Milan Kundera, identifiquei na logicidade do personagem principal da película um personagem peculiar que passou há quase dois anos em minha vida. Da mesma forma que o Thomas [figura do romance de Kundera] vagava entre todas as relações humanas e sociais descompromissadamente, o homem que passou em minha vida há um certo tempo não hesitou em largá-la às desimportâncias da sua própria vida.

Era um homem abastado de filosofia, de sabedoria, de arte e, principalmente, de leveza. Duma leveza que ora me incomodava, ora eu invejava. Por vezes, eu desejei com todas as minhas forças ser que nem ele, deixar de ter pensamentos e frases clichês de consolo e ser mais enfática comigo e com a vida. Cheguei mesmo a ser uma aprendiz a curtíssimos traços e a acreditar que eu não devesse mais insistir em minha farsa de menina mimada.

Embora nos adorássemos com respeito, sabíamos que mantínhamos uma relação perigosa, portanto um pacto silencioso se instalou entre nós. Sem formalidades, nada parecia ser tão bom quanto o que sentíamos um pelo outro. Não era relacionamento amoroso, não era intimidade, era cumplicidade viva. Se de todos os que me rodeiam, eu faço questão de sugar o máximo para o meu crescimento, ele era quem fazia questão de injetar em mim todo o crescimento possível. Era um acordo selado e cumprido parceladamente. Ele era [é] indescritívelmente importante.

A mim coube o outro traço da dualidade: a dureza; que culminou em um afastamento repentino. Mesmo tempos passados desde a última vez que nos falamos amável e cordialmente, ainda acredito que a culpada do término antecipado da lição tenha sido eu. Apressei meus passos e cedi à ansiedade da paixão. Eu sentia necessidade da concretude, não apostava nos "vamos ver o que vai dar". Eu precisava arrastá-lo para tomar um café comigo e ouvi-lo pessoalmente falar sobre literatura e filosofia. Eu precisava pessoalmente decepcioná-lo com as minhas coisas de menina mimada e ouvi-lo me aconselhando a "arcar com as consequências das minhas escolhas". Eu precisava me sentir protegida dentro de um abraço dele.

Ele era contente e paciente com os rumos que seguiam a nossa perigosa relação. E, ao passo que isso contrariava todos os meus sonhos, eu adorava essa sobriedade dele. Era uma sobriedade que não me machucava, que eu não compreendia muito bem. A única a me machucar era eu mesma. Ninguém, fora nós dois, nunca entendeu o porquê do nosso "afastamento". Enquanto ele foi bastante fiel a tudo o que ele sempre pregou a mim - 'fidelidade ao que é dito', 'cuidado com o que se deseja' -, eu amarguei tentativas de voltar atrás.

Em quase um ano eu não pensei em me arrepender pelo "afastamento", assim como não me arrependi por voltar a procurá-lo. Poucos progressos foram feitos até o dia de hoje...em que enviei uma mensagem dizendo que ainda pensava e sentia saudades dele, ao que ele respondeu - inesperadamente por mim - qualquer coisa engraçada aceitando conversar comigo. Uma parede foi quebrada...não será reconstruída sob o mesmo feitio. Estou muito sem-graça pela conversa. Não saberei o que dizer e se, em qualquer palavrá que eu proferir, ele sentirá que eu não aprendi devidamente as coisas que ele ensinou. Estou nervosa, mas contente e leve.