Penso, rabisco minha caderneta e me prometo que vou postar. Penso, reflito, choro, escrevo em um lenço de papel e não posto. Procuro uma cara nova, nada me agrada, reviro-me, deito e protelo a mudança no blog.
Tenho empurrado essa relação há tempos. Uma relação sem tesão, com obrigação, como se a nossa história estivesse completado sete anos, e para dar um
upgradezinho, eu precisasse de uma lua-de-mel. O pior nem é a falta de tesão, e sim o apego, como se a coragem de jogar tudo para o alto encerrasse nas lembranças dos tempos de confidência, de conversas de botequim e de gargalhadas de pôr a mão na barriga, que já deveriam morar numa caixa de sapatos.
Dar tempo, deixar a ermo, eu já sei que não resolve. Brincar de mudar de endereço ou de excluir para não ter obrigação também não, pois sei que, como das outras vezes, voltarei atrás. E eu já nem sei sobre o que estou falando...namoro, amizade ou simplesmente blog. Como resolver então?