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on quinta-feira, 17 de julho de 2008 | 3 cousas



Hoje, os três elevadores do prédio onde eu trabalho paralisaram, parece que houve inundação(não se sabe de onde veio a água) nos primeiros andares, por isso tive que descer e subir por duas vezes cerca de sete andares. Acho que não emagreci, nem endureci a musculatura inferior, mas o que eu pensei nesse percurso não foi pra filósofo nenhum botar defeito. Digo filósofo para eu ter mais credibilidade, mas convenhamos que a minha cabeça não seja sã, então, pulemos a obviedade das minhas lunaticidades e sigamos ao que interessa.

Há dias, aliás semanas, eu venho pensando em dar adeus ao meu grande, lunático e adorado mundo. Parece que ele não mais me convém ou que não caibo mais nele, de tanta coisa rodando na minha cabeça. Estou ansiosa para certas coisas acontecerem, com medo dos meus planos não darem certo e tentando encontrar soluções secundárias para eles...estou tensa! Mas acalmem-se! Antes de tudo, que fique transparente que não estou saindo da blogosfera (meu vício). Estou apenas...mudando de endereço, literalmente.

Nem adianta, eu vou continuar ma_Luca e Lunática. Não dá para fugir! Mas tenho que me adaptar a certas circunstâncias, a certas necessidades e conveniências que vocês vão poder entender, caso me acompanhem para a minha nova casa. Casa! Uau! Casa! Ando pirando querendo quebrar, rebocar, pintar e enfeitar a minha casa nova. Adooro cheirinho de coisa nova. O problema é que sou impaciente pacas e ando achando dificuldades em encontrar um template legal, que não seja muito 'flu-flu', nem tão simples que subestime a minha excentricidade.

Alguns amigos blogueiros já têm conhecimento dessa decisão e já até sabem o nome do novo espaço da Luca. Eu não vou adiantar para todos, por isso poderá haver desencontro de alguns visitantes que não são blogueiros, ao virem ao Lunaticidades e darem com os olhos num vão. Não podemos ter tudo, né?! Já os demais amigos blogueiros saberão do novo link, assim que eu atualizá-lo.

O Lunaticidades vai ficar guardado com carinho, pois, por meio dele, fiz grandes parceiros e conheci gente inteligente e agradável. Não farei nenhuma despedida melosa, embora eu seja piegas pra caramba. Só quis dar um intervalo bacana entre o anúncio da mudança e o fato, que deve acontecer em alguns dias, para que ninguém se espante. Até lá ainda haverá posts. Eu acho! No mais, não quero nunca mais subir e descer escadas. Prefiro pensar sentada, de frente para o mar.
on quarta-feira, 16 de abril de 2008 | 3 cousas
Ela não gostava de pular corda, só de se jogar na chuva. Sentia cada gota explorada pelo riso e ria-se de ser dona do mundo. Nada poderia detê-la. Não era inconsequência, era a infância plena e ingênua.

O vestido que cobria o corpo desengonçado vivia sujo das mulecagens na areia, com os amigos. Ela beijava-os e gritava com eles também. Não era má, mas era sapeca e esperta. Amava e sentia a necessidade de demonstrar isso, mesmo que parecesse mandona.

Tinha uma companheira quase do seu tamanho, com quem dançava poesia e brincava de tirar fotos dos desenhos nas nuvens, que ora se transfomavam no sorriso da sua mãe, ora no rosto de um palhaço.

Ela não se importava com os meus olhares, mas sentia que eu queria protegê-la, de alguma maneira. Eu me vidrava nos seus passos de pés descalços, com receio de, em algum momento, ter a certeza que ela era realmente frágil; mas era sempre impecável nas traquinagens.

É! A pequena era perfeita, mas eu não. Um dia eu tive medo dos seus pés pequeninos a levitarem até às nuvens e a emoldurei num quadro antigo. Lá está ela, na parede, triste e perdendo a cor. E aqui estou eu, nas nuvens, sem mais sorrisos.
on domingo, 13 de abril de 2008 | 8 cousas

Eu assistia ao futebol de botão, à pelada na rua, à final do campeonato na TV e ainda ía encher a bola velha na borracharia do bairro com os calções. As discussões sobre futebol eram gritarias intermináveis, que não me assustavam até mesmo se um pegasse o pescoço do outro. Sendo menina, eu não era perdoada só por não ter time.

Eu até poderia perguntar em toda jogada porquê o juiz aptou que era impedimento, mas não poderia ser vira-folha. O importante é que eu me decidisse quem eu trairia. Ainda bem que eram só dois times...e logo os maiores rivais. E ainda bem também que eram apenas três irmãos; então, por número ímpar, eu seria solidária e me tornaria torcedora do time do solitário.

E lá fui eu ser F-L-A-M-E-N-G-U-I-S-T-A! Os outros dois - vascaínos - ainda ficaram na derrota, porque, assim como eu, eram caçulas e teriam que calar-se diante da voz grave do mais velho, o tal F-L-A-M-E-N-G-U-I-S-T-A! E não é que hoje eu grito raça, amor e paixão...oh, meu mengoooo!!!..?
on segunda-feira, 7 de abril de 2008 | 1 cousas

Hoje, 7 de abril, é o dia do jornalista; portanto, venho aqui abraçar virtualmente os meus amigos blogueiros, que são olheiros da informação numa nova perspectiva midiática.

Expurgando a luta sindical/profissional pelo diploma de jornalista e se atendo à função primeira e quase técnica daquele profissional - tradutor multilinguístico da realidade -, podemos considerar o blogueiro uma nova interface do jornalista tradicional.

Surgida a partir do "meu dia foi assim", a blogosfera vem se configurando como um extenso reduto da informação jornalística, numa cadeia irrupta de fontes para as mídias tradicionais. Hoje, o público, que já queria se manter informado com o advento do computador pessoal, não ousa ficar calado e na mera posição de receptor, aumentando o nicho de emissores.

Pessoas normais passam a produzir notícias e vigiam a conduta da mídia tradicional, permitindo-se publicar e espalhar, em fração de segundos, contra-respostas aos sistemas de sociedade política, economia e de cultura.

É certo que nem todo blog faz jornalismo, mas todos fazem parte daquilo que Clóvis Rossi denomina de Jornalismo: "fascinante batalha pela conquista das mentes e corações dos seus alvos".

Os blogs são exemplos de um novo jornalismo, onde a desintermediação equilibra o poder da tomada da comunicação e a pauta vira um extensor de vozes dinâmicas.

Só por contentamento de curiosidade, o dia do blogueiro é 20 de março! xD

on terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 | 10 cousas
Bom... Passado o desespero do parto de uma fundamentação teórica, venho agradecer a solidariedade daqueles que (não) me enviaram trocentos e-mails com o texto da minha vida! Certamente, a página de agradecimentos pela generosa participação de vocês na minha mono vai bombar. Taí! Vou fazer isso: os incluírei nos agradecimentos. Aliás, farei melhor... bem melhor. A partir de agora, teremos o momento Diário de uma Monografanda.

Essa idéia é similar ao Diário de um Doutorando (sou tão original), só que num grau menor, né?! Desce, Luca! Desce... Você ainda está quereeeeendo a graduação. Pois bem! Não se preocupem que eu não vou rotinar o Lunaticidades à minha produção monográfica. Só virei, de tempos em tempos, escarrilhar em vocês as minhas cargas emocionais, assim como o fiz para criar a fundamentação.

A propósito, deixa eu contar pra vocês a loucuuuura... Consegui, com as óóótimas (hum...hum) energias de vocês, concluir o meu projeto. Nossa! Foi um corre-corre! Meu pc não quis ligar, depois não consegui encontrar lan house aberta pra imprimir o trabalho e, depois que encontrei, meu mp3 não funcionou... Enfim, como disse o meu professor, 'quando o negócio é monografia, os céus conspiram contra o pobre universitário'. Por isso que vou começar a guardar as minhas produções em cofres, nos miliquinhentos e-mails que possuo, até na barriga da minha cachorra, se possível. Tudo para não perder o material. Aff!

Mas, agonia passada, graças a Deus, de agora em diante, me chamo Luca Lévy. Como bem lembrou a Paty, tratar de blogosfera requer uma relação muito íntima com o gato Lévy. Sim, sim. Ele é gateeeñññño... Eu jurava que ele fosse morto, afinal, teórico que é teórico tem que ter nascido morto para ser respeitado. Mas não. Certa vez, assisti a gravação da participação dele no Roda Viva, da antiga TVE, e me espantei com um quarentão esnobe e charmoso. Ai, ai. Só em pensar que dormirei, acordarei, passarei meus dias e as minhas noites com esse homem... Ui, ui!

Pois bem! Capítulos novos sobre a minha vida de estudante universitária responsável virão por aí. Enquanto eles estão apenas sendo projetados por um futuro incerto, ao qual ainda não me conciliei, vou tentar tirar a poeira daqui. Tenho memes e selos espalhados por aí e preciso ir buscá-los antes que resolvam dá-los a outrens (nem ousem!! grrr...). Mas farei isso depois. Agora, preciso procurar a melhor lingerie para dormir com o meu amor Lévy...Tchau, povo!

on domingo, 10 de fevereiro de 2008 | 15 cousas

Vocês são legais, que eu sei. São tão legais, que eu vim descarregar as minhas dores musculares em vocês. Ai, costas; ai, mãos; ai, dedinhos; ai, cabeeeeça! Nossa! Estou me sentindo a própria dor personificada. Quem me dera ter uma massagem, neste momento... Não, melhor! Quem me dera ter alguém que dissesse: Luca, deixa que eu concluo o teu projeto; e fizesse uma puuuta fundamentação teórica, sobre o jornalismo opinativo na blogosfera.

Ôpa! Desculpem a expressãozinha chula, mas eu estou chula mesmo. Desculpem a sinceridade, mas é isso. Aliás, não me desculpem porcaria nenhuma. Não foram vocês que tentaram atravessar a madrugada fazendo um projeto experimental ou que estão até agora tentando concatenar ou, como diria Alberto, amarrar o objeto de pesquisa. Sou eu! Eu, eu, eu, eeeeeeeu...buáááá...snif, snif.

Ó, céus! Depois de quatro anos e meio de faculdade, estou sendo forçada, em um semestre, a aprender tudo aquilo que eu troquei pelas farras. Por que eu não fui careta e disse a mim mesma que o grande lance era ser nerd e não ser doidivanas e que esse papo de "vamos curtir o agora, porque do amanhã eu não sei" é pura conversa fiada de vagabundo? Por que eu não prestei atenção para as aulas de técnicas de projeto experimental, em vez de abandonar a disciplina?

Agora, estou aqui, martelando a minha cabeça para fazer uma fundamentação teórica, prum povo que nem vai analisar o projeto para ser aprovado. Mas eu tenho que fazer, afinal de contas, é o pontapé inicial para as minhas reflexões acerca do tema. É! E também preciso entender que, após tanto mudar de tema, arranjei um orientador fudendo e não posso decepcioná-lo! Já pensou com quê cara de arrependimento ele vai ficar, se teu projeto também não ficar fudendo, Luca?!?

Ô, consciência! Deixe-me em paz! Tu quer aparecer agora, só porque estou sóbria? Tu não quer tomar um chopp comigo, não?!? Êpa! Parooouuu... Luca, Luca! É só uma fundamentação teórica. Sabe o quê tu faz, meu amor? Você inicia seu texto com uma enormissíssima citação, daí tu reflete aquela citação, com fonte 14, espaçamento triplo e pronto: uma fundamentação da porra!! Shiiii... Isso está tooootalmente fora dos padrões ABNT-ísticos! Nada disso... Vou descarregar a minha carga emocional no travesseiro, depois eu volto e vai ter um texto pronto no meu e-mail. Por quê? Por quê? Porque eu tenho uns amigos blogueiros que são do caráleo e que vão enviar a porra do embasamento teórico, né isso, rapaziada? Digam que sim! Digam que sim!!!

Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhh...
on sábado, 2 de fevereiro de 2008 | 13 cousas
É carnaval. As pessoas nas ruas riem, a vida está boa. Não se atentam para mim, quando passo pela roda de copos, pela roda de corpos... corpos limpos pela alegria, todos sujos pelo acaso do porvir.

As melhores máscaras são eleitas, o povo se despe e se despede... o carnaval da 'máscara de cera, que a gente prega com um cordão na cara'* dá início ao novo ano. O relógio acelera, ninguém mais tem tempo no tempo, nem mesmo para dar um sorriso a quem reprime as pálpebras.

Eu continuo a andar por todas as pessoas, vestida com a máscara dos últimos carnavais, enraizada no meu rosto. Ela nem é alegre, nem é triste. Não tem expressões verdadeiras e nem é falsa. Ela é apenas a minha boa e velha máscara, desenterrada da caixa de lembranças e maquiada a cada temporada.


*Trecho de As cismas do destino, de Augusto dos Anjos
on terça-feira, 29 de janeiro de 2008 | 16 cousas

Você já imaginou um gigantesco par de óculos envolvendo a terra? Certamente, não. Pois, então, prepare-se: o mundo inteiro está com problemas nos olhos. Hoje, fui agraciada com uma grande visão! O.o Fui a um consultório oftalmológico e lembro que, da última vez que coloquei os meus pés lá, não tive tanta demora para ser atendida, como nesta tarde. Tá certo que eu já não vou lá há mais de um ano, o que me gerou um problemão, mas acho que o problemão é caso internacional.

Vi desde criança tchutchuquinha a idosos de faixa normal propensa a problemas de visão, passando por mim, uma senhorita ainda à beira de ler centenas de livros, grudar no PC lendo blogs e escrever vários artigos para revistas. A minha miopia enxergou longe toda a terra de óculos. E olha que, segundo o meu doutor, o meu olho esquerdo já tem apenas 10% por cento de visão. =/

O fim do mundo está chegando. Você já marcou a sua consulta ao oftalmo? Se não, não serás salvo...ahahaha
on quinta-feira, 24 de janeiro de 2008 | 12 cousas

Tô correndo, tô correndo. Depois nos falamos. Hoje não dá, tenho muita coisa pra fazer. Que horas são? Já estou atrasada!

O tempo corre e o meu corpo não consegue alcançá-lo. Ele está sempre adiantado e eu sempre para trás reclamando do cansaço. É, já cansei de discutir com ele também. Um dia, eu já o compreendi bem menos; quando me diziam para conjugar o verbo no futuro, eu perguntava: "mas quando o futuro chega?"

Assistia ao 'De volta para o Futuro' com o meu irmão, ele dizia: "no futuro, eu vou te amar bem mais que hoje." E eu insistia: "o futuro é quando eu tiver vinte anos?" E ele, com a sua paciência, respondia: "amanhã já é o futuro". No dia seguinte, eu acordava e via tudo do mesmo jeito e olhava para o céu imaginando como seria o tal futuro.

Hoje, eu continuo invocada com o futuro, tendo apenas a efêmera certeza do passado, já que, no presente, estou sempre apressada demais para reparar nele. Mesmo assim, acho que já consigo conceber o tempo de forma concreta, para além da relativização: se o passado são papéis amarelados, o presente uma agenda a corresponder, o futuro deve ser uma caixa de desejos que procurarei realizar. Sendo assim, é melhor eu me apressar mais, pois a minha caixinha já está sem espaço.
on terça-feira, 22 de janeiro de 2008 | 18 cousas

- Triiiin...triiinn...
- Alô! (telefone chiando e o pensamento em minha irmã)
- Luana (meu nome é lindo, eu sei)?
- O quê tu quer, raladona?
- Luana? (telefone chiando cada vez mais)
- Pôxa, pequena! Isso são horas de ligar pra casa duzôtro? (10h) Espera aí na linha que eu vou pegar a extensão da sala. Ou melhor, depois eu ligo pra ti. Tchau! (do outro lado: tun tun tun)
- Triiin...triiinn...
- Rú! Eu já ia te ligar, toscona!
- Luana, aqui é da Escola Fulana de Tal. Você deixou seu currículo aqui, no ano passado.
- (Glup) Luana? Péra! Vou chamá-la. (Jisuis, o que eu fiz?)
- Alô (voz fanha)!
- Olá, Luana! É da Escola Fulana de Tal. O seletivo para professor vai ser amanhã, às 9h. Vai ser uma redação sobre a LDB do ensino fundamental.
- Ah, tá! Beleza. Estarei aí sim.
- Olha só: vimos que a sua habilitação também é pra Língua Inglesa, então o teste vai ser para lecionar Inglês de 5ª a 8ª série, certo?!
- (Ó, mái Gódi! Té buk és on té teibôu!) Ah, tá! Obrigada.

Manhé, me acorda amanhã, cedo, por favor!

às 7h45:
- Luana, acorda! Já tá tarde!
- Gódi, relpi-me!

às 8h30:
Em qual bairro fica mesmo a escola? Vinhais ou Angelim? .... Vinhais! Isso...Ai, que sono! Ai uana islipi!

às 8h35:
Péra, péra! Nãããããooo...É no Angelim. Jisuis! E agora? Descer do ônibus agora é muito mico! Ah, desço o mais perto possível e pego outro busão...

às 8h45:
- Senhor, qual o ônibus daqui passa pelo Angelim?
- Senhora (¬¬'), não há nenhum que entre no Angelim, mas pode pegar esse aí que ele passa na avenida principal.
- Ah, valeu!

às 8h53:
Nãããããooo...Chuva, não, Deus! Eu tô sem guarda-chuva! Ah, vou esperar ali naquela quitanda! Ih...mas eu vou chegar mais atrasada ainda. O quê eles vão achar? Certamente, que a 'inglishe títcheur' não é pontual! Ah, mas eu nem sou mesmo. Uhm....Quer saber? Esse sereninho não mata ninguém. Vou cortar caminho...

às 9h01:
- Senhora (¬¬'), responda a este questionário e, logo que terminares, lhe entrego uma folha para a redação.
- Obrigada!

****
- Luana? O que tu tá fazendo por aqui?
- Ué?! Vim para o seletivo para professor de Língua Inglesa!
- Arrá! Não era tu que jamais iria entrar numa sala de aula e se dedicar somente ao jornalismo?!?
- He-he. Pois é. Tudo é relativo, salvo o infinito. ¬¬'
- Boa sorte pra ti, então.
- Unrum...tá!

'Por que eu quero ser professora?' Vixe! Isso é pergunta que se faça? Nem lembro mais porquê eu fiz vestibular pra Letras. 'Qual a minha metologia de ensino?' Será que se eu disser que só trabalhei com jornalismo, eles vão me achar inexperiente? 'Quais são os teóricos pedagógicos que eu gosto?' Ah, essa é fácil: todo mundo gosta de Paulo Freire. 'Qual a minha disponibilidade para lecionar?' No horário em que eu não tiver ocupada com a minha monografia, claro. Dããã...quanta pergunta besta!

às 9h25:
- Moça, eu terminei! Cadê a folha para a redação?
- Aqui, senhora (¬¬')!
- Uhm...Ei, ei. A redação não era sobre a LDB do ensino fundamental?
- Hã?! Não! É sobre os PCNs.
- (Glup! E a noite que eu perdi relendo xerox sobre LDB?) Ah, claro! Me confundi. Obrigada, moça!

Entendo PN de PCN, mas vou falar sobre o artigo 5º. Éééé...recordo que já li algo sobre a importância social da língua estrangeira nas instituições de ensino. Ótimo! Eu sou uma gênia!

às 9h37:
- Meu anjo, eu já terminei. Mais alguma coisa?
- Ah, não, não. Só isso mesmo. Depois ligamos para informar o resultado.
- Unrum...tá!

(...)

às 11h:
- E, então, minha filha??! Gostou do teste?
- Ah, mãe! De fato, não sei o quê estou fazendo no curso de Letras!
- Hã?! Não diga essa bobagem! Até outro dia tu queria tentar lecionar e agora esse desânimo?
- Manhééé...Ai reiti me!
- O quê é isso?!
- Ai lóvi iú!
- Ô, eu também te amo!
- ¬¬'

TPM

on segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 | 10 cousas
São duas horas e cinquenta e um minutos da madrugada. Eu não estou com insônia e nem acabei de chegar de uma 'noitada'. Estava mesmo corrigindo a monografia de uma amiga há pouco mais de duas horas. São 46 folhas até o momento e corrigir uma monografia não é um processo fácil, senão muito cuidadoso; afinal o monografando intercala a escrita com a pesquisa, com as conversas com o orientador e, em um determinado momento, pode ter um texto incoerente.

O trabalho da minha amiga está ficando muito bom. Ela fala das influências sociais, culturais, políticas, literárias e até psicológicas sobre as letras de músicas de um compositor maranhense. Tive uma sensação boa ao ler a monografia dela, porque senti como fosse minha. Estou torcendo por ela, na sua defesa até a semana que vem, e sei que o nervosismo vai começar a refletir nos ânimos daqueles que a rodeiam.

No semestre passado, eu cheguei a me inscrever no TCC, mas acabei desistindo do tema, da orientadora; depois fui para outro orientador e desisti também do tema que trataria com ele e, hoje, estou esperando o 'oquéi' de um terceiro professor para o tema que recém escolhi. Farei do meu trabalho para conclusão de curso um passaporte para o mestrado, por isso penso terem sido válidas as dispensas dos temas anteriores.

Agora, tenho até o dia 20 deste mês para dar entrada, de vez, ao projeto monográfico. Assim como eu, outros amigos estão na corrida. Engraçado é que o assunto, a angústia, a ansiedade, os livros e até os nicks de nossos emiessienes são voltados para a MONOGRAFIA. É um tal de: "Tu já definiu teu tema?", "Quem vai ser teu orientador?" ou, então, Fulano - Na monografia! titulo para imagem, para caso ela falhe e não apareceça
A minha mãe me vê corrigindo uma monografia e vai logo dizendo: "É bom, porque assim tu já vai aprendendo a fazer a tua." É, mamãe. Vai nessa! O povo acha que seja tão fácil assim delinear um campo de pesquisa, delimitá-lo, destrinchá-lo, escrevê-lo e ainda enfrentar uma banca. Ó, céus! Acho que já estou sentindo os sintomas... Ô, terror essa TPM - Tensão Pré-Monografia.
on sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 | 11 cousas

A palavra é do livro, o pensamento do vento. Eu tenho um catavento, que tá me deixando pela ventania da chuva. Os pensamentos estão ficando loucos, eu quero subverter o mundo, os homens e as suas loucuras.

Queria sair na chuva para tomar sorvete e ver o sol nascendo na calçada. Será que viver numa livraria é legal? Meu sonho antigo... adotar um filho! Mas mamãe vive reclamando que isso é coisa de doido.

Dizem que os loucos devem viver no hospício, mas quem é normal: você ou o anacoluto? Droga, por que não chega logo abril, para eu viajar?
on terça-feira, 1 de janeiro de 2008 | 14 cousas
A Família, de Tarsila do Amaral

O último número do ano muda, mas certas coisas não. Eu mesma continuo achando que parente nunca deveria visitar parente a não ser em caso de doença ou de morte. Juro, gente! Eu tenho severa repugnância por aqueles parentes distantes, com os quais a intimidade é incultivável, que resolvem aparecer, do nada, em minha casa. Ah, mas eu falo sério meeeeeeeesmo. Eu tenho vários desse tipo, daí quando me vêem dizem: "Nossa! A nossa pitchutchuca cresceu!" ¬¬' Dããããã... É mesmo?! E não era pra crescer, não, santa inteligência?! Eu sou Peter apenas na cabeça, de resto não tenho vocação nem para lidar com o capitão gancho.

Outro dia me contaram que uma prima, que mora em São Paulo, esteve aqui, em São Luís, e ficou super triste em ir embora sem ver a criança dela... Advinhem que é a criança!!!!!!!! Pois é. Sou eu. Será que ela quer me colocar no colo e apertar as minhas bochechas? Uhm... Tu jura, né, mirmã?! Sai fora!!! Eu preferiria se fosse o primo legítimo dela, que é o meu primo de terceiro grau. Hehehe. Ele é muito gato... Ai, ai! Ops. Lembrei. Ai, ai mesmo. Ele é muito chato, só sabe exibir as medalhas que ele ganha nas competições de natação e não fala nada de interessante. Vai te lascar, meu filho!

O mais chato é ser obrigada a ser gentil com eles ignorando todos os cortes que eu tenho na ponta da língua, sempre sorridente para não envergonhar a minha mãe. É. A minha parentada chata é sempre materna, embora papai também já tenha me feito pagar um belo mico com o irmão gêmeo dele. Mas esse foi muito engraçado. Putz. Em 22 anos de vida, eu nunca tinha visto o tal tio gêmeo, apesar de morarmos na mesma cidade. Pasmem! Até que um dia ele apareceu na casa da minha 'boadrasta' e disse para eu pedir abenção a ele. E eu: "Hã? Cuma?" O.o Acabei oferecendo apenas um aperto de mão e uma boa cara de espanto. Depois meu pai veio dizer que eu o tinha envergonhado. Mas ora veja. Só porque ele é meu tio, eu vou sair pedindo abenção? Ah, pai! Me erra! :)

Eu confesso que, no dia em que meus pais morrerem, eu terei todo o prazer em alargar, o máximo possível, o contato com a parentada. Nada de tios, nada de primos. Só os irmãos, os sobrinhos e olhe lá. Rum...

Agora, com licença, porque tem uns chatos na sala e preciso fingir que sou legal, neste ano. XD
on segunda-feira, 31 de dezembro de 2007 | 2 cousas
Querido 2007,

Antes que eu seja deixada nas mãos do ano que está por vir, preciso dizer algumas coisas para ti.

Fostes pavoroso comigo, como nenhum o foi. Te olhar me provoca tristeza e as lágrimas insistem em cair sobre o meu vestido. Tu vais ficar em minha memória, enquanto eu tiver vida, mas nada do que tu me proporcionastes vai fazer com que eu não tenha dias melhores. Muito pelo contrário. Tudo o que vivi contigo me fez perceber o quanto sou forte e o como estou pronta para enfrentar outros piores que você. Contigo, me revelei cruel com alguns, mas muitos provaram não merecer nada do que eu dou.

Não sabes o quanto me sinto feliz em saber que as tuas malas já estão no bagageiro e que o trem para a tua partida já apita. As rugas que me destes são testemunhas das minhas esperanças. Esperanças mais ambiciosas do quê as com que te recepcionei. Me sinto renovada e disposta a vivenciar dores e alegrias. As minhas conquistas serão pontuadas para que, no meu íntimo, o orgulho transborde. E nem adianta me rogares pragas, pois as cultivadas por ti foram mortalmente esmagadas;

Vai-te, porque não é tarde, de fato. Vai-te, porque o tempo urge e, em mim, um novo dia anseia. Vai-te, porque cedo nascerá um 2008 saudável e sábio.

Adeus, malquisto!
on quarta-feira, 26 de dezembro de 2007 | 6 cousas
Querido amigo, estou começando a ficar louca. Rasgo-me toda de ansiedade para falar contigo, quando me sinto inútil e a frequência com que isto acontece é ininterrupta. Tento te resguardar das minhas insanidades, mas tu já estás ficando murcho de tanto consumir as minhas reclamações. Ainda assim, te agradeço não só por aturares as minhas diversas faces mas também porque de nadas reclamas. Aturastes o meu ano com zelo e não me traístes, assim como não te aborrecestes em momento algum. Ó, querido... Mesmo assim, eu sou má.

Quantas vezes fedi a bebida e me acolhestes, como se comigo tivesse ido ao bar mais próximo apenas para me alcoolizar. Quantas vezes eu cheguei entediada e me fizestes ficar confortável. Quantas vezes eu vi o meu amor e chorei contigo porque ele não me amou, como eu bem desejei. Quantas vezes tu ficou enebriado comigo quando a lua acalentava o meu sono. Quantas vezes eu rabisquei meus planos e os apaguei numa droga de pensamento perdido. Quantas vezes eu falei para ti que eu queria mudar e confessei pra ti tudo do mesmo jeito. Quantas vezes eu lutei por alguma coisa e cheguei cansada para ti. Quantas vezes vistes o meu riso num som estridente da gargalhada. Quantas vezes eu fiquei confusa porque pensei ter dado fim ao meu sentimento por ele e, no dia seguinte, eu falava dos belos sonhos que tive com ele. Quantas vezes eu fiquei confusa com algo e relaxei no teu colo para ter a certeza que tudo era mais simples. Quantas vezes eu li os melhores livros da minha vida contigo. Quantas vezes eu gritei contigo porque eu não consegui dar a minha raiva a quem, de direito, era. Quantas vezes eu pensei em ser mãe, quando encarava o exuberante olhar de uma criança, e disse para ti que ainda era cedo demais. Quantas vezes eu me achei incompetente por não ter aproveitado aquela grande oportunidade e tu me fizestes acreditar que eu ainda sou jovem. Quantas vezes te agradeci por tudo isso? Nenhuma, não é?!
Perdoa-me a ingratidão, mas tu bem me conheces e vais me redimir de tal culpa, assim como fazes eu me redimir toda noite do meu dia.

Ó, meu querido travesseiro...
on domingo, 23 de dezembro de 2007 | 8 cousas
Ela era apenas uma menina, com o corpo saliente de mulher e com o olhar atormentador. Ele tinha mais de vinte anos, andava fora do mundo e seus sentimentos eram pardos.

Numa dessas noites normais, em que ele andava intransitivo à vida e às pessoas, ela o avistou, enquanto sentada na calçada do parque pintava um quadro de flores. Ela ofereceu a ele uma papoula branca e, como se despertado de um longo sono, ele recebeu a flor com a pureza e a inocência de um cravo, num sonho primaveril. A menina se recolheu à sua pintura e ele continuou o seu percurso encantado pelo gesto pretensioso e frágil.

No outro dia, impressionado pela beleza da flor, ele foi em busca da menina no mesmo lugar em que a vira, para saber qual teria sido o significado daquela entrega. Mas encontrou uma papoula amarela sobre a mesma calçada. A flor foi resgatada para se juntar à papoula do dia anterior. Após passar a noite pensando como rever a menina, o rapaz adormeceu.
Quando ele acordou, os anos já tinham passado e as flores tinham evaporado. Na parede da sala, estava um quadro de papoulas. Ele pensou ter tido um sonho, levantou para tomar um café e caiu de sono diante do quadro.
As papoulas representam, na natureza, o deus grego dos sonhos, Morfeu.

Creative Commons License
on terça-feira, 18 de dezembro de 2007 | 6 cousas
Bem, gente! Como eu deixei subentendido no post "Como estou?", eu ando tired. Tired e mais ainda busy. Estou busy e dazed. Enfim, estou stressed mesmo. Basta vocês darem uma olhada para a minha escrivaninha acima e terão a noção do caos que está o mundo da Lua...

Às vésperas do recesso, alguns professores querem adiantar o fim do período para prolongarem as suas férias, outros querem entupir os estudantes de trabalhos para dizer que estão com toda a garra, após o período de greve, e a nós, animadíssimos universitários, cabe o papel de cobaias da loucura humana. Até quinta-feira, tenho que entregar uma matéria de cultura (pendente há cinco dias) e a diagramação @#$% de uma tal editoria de política, além de um maldito trabalho sobre Semântica.

A propósito, alguém entende de Antítese aí? Não riam. É sério! Me add no MSN!!:/ Ah, como esse troço de Licenciatura estressa! Parece que estamos eternamente no Ensino Médio. ¬¬'

E isso tudo sem levar em consideração que estou tentando cuidar da minha monografia. Ah, falando nisso, farei monografia sobre blogs. Que tal? Alguém quer ou pode (melhor) me ajudar? É simples. Basta comprar alguns livros sobre blogosfera e educomunicação e mandar tudo para mim. É que aqui, em São Luís, encontrar livro bom é difícil. Mesmo na feira do livro, foi difícil. O meu amigo, convencido por mim a fazer estudo sobre blogs também :), comprou dois livros. Para completar a nossa bibliografia, fui em busca de livros hoje e só tinham os títulos já adquiridos por ele. A menina da livraria ainda veio me dizer que as editoras fecham pedidos nesta temporada. E a minha mono? :-O Pôxa! Sem orientador, sem livros...Ai, ai, ai. Essa monografia vai sair, nem que o carinha do Diário de um Doutorando tenha que assiná-la. É, na angústia por ouvir vozes experientes acerca da blogosfera, acabei enviando e-mail a ele pedindo socorro. Rs. Ainda bem que, hoje, consegui dar fim à saga do carregador de pilhas para a Luluquinha. \o/

Ufa! Falei demais, né? Esse parangolé todo é para dizer que vou desaparecer por uns tempos (cof, cof, cof) para dar viabilidade a estes fenômenos sobrenaturais. Não se preocupem, pois não ficarei afastada por muito tempo. No máximo, alguns segundos. Hehe. Sem brincadeira, preciso arejar a minha cabeça com as Antíteses da vida, senão eu fico crazy. Enquanto isso, dêem uma piscadela no Ralados. ;)
My Unkymood Punkymood (Unkymoods)
on quinta-feira, 13 de dezembro de 2007 | 10 cousas
Um dia desses aí Alberto veio aqui em casa (pentelhar) e resgatou entre os papéis imados ao meu monitor um que tinha uma fala do estudante revoltado da novela das oito. É, das oito! O horário de verão possibilita parte do país ser coerente com o jargãozito 'das oito'. O papel era para eu lembrar de fazer um post, mas eis que eu nunca o fiz e, hoje, assistindo ao filme Menina de Ouro, exibido na globo, me detive à fala da personagem principal. A fala, em exato, eu não recordo, mas era referente à conquista do topo.
O seu nome ficou famoso e o seu rosto estampado em várias capas de revistas e jornais. Bem, esta foi a marca do sucesso para ela. Como ela não teria nem isso, nem nada, ela preferiu morrer.
Hum...
Já a fala do personagem da novela (das oito) foi mais ou menos assim: "A gente precisa dos jornalistas para fazer valer a voz política." Quando eu ouvi a frase, achei absurdo. Absurdo exatamente por ser tão óbvia. Sim, claro: óbvia. Não estou dizendo isso porque sou formanda de jornalismo e, por conseguinte, ache os jornalistas os 'bam-bam-bans'; mas sim porque é isso que a mídia maior faz valer sublinarmente. No entando, quando algo é dito com tanta clareza, por mais que não se tenha uma reflexão tão veloz - afinal a dama de titânio tá combatendo estudantes revoltados e têm-se que ficar atento -, é porque a sociedade já incorporou sem estranheza isso. ^o)
Sim, e o que a menina de ouro e o estudante revoltado têm em comum? Nada, além dos dois clamarem os holofotes e os vários olhares sobre si. Tanto um quanto o outro evoca uma ferramenta de mídia para confirmar o sucesso de um evento. E, de fato, hoje, considera-se sucesso ter várias vozes ou vários olhares sobre alguém. No entanto, essa 'popularidade' me incomodou e eu comecei a pensar o que seria sucesso (pessoal e profissional); exatamente, aquilo que eu desejei a dois aniversariantes (amigos orkutianos) hoje. Claramente, eu desejei por praxe, mas e se o meu desejo for realizado? Que forma terá esse sucesso? Será que eles terão jornalistas no pé deles diariamente solicitando entrevistas, capas de revistas semanais, perfis no videoshow, ...? :-O
Hum...
Bem, se sucesso for isso mesmo, por favor, não me desejem sucesso, porque jornalista é bicho chato pra ficar no pé e bicho-de-pé eu já tenho. Ops! Hehehe. Foi só pra zoar. Claro que eu não tenho bicho-de-pé. Eu sou menina e tenho pé de princesa (38), além do que, só quem tem isso são os meninos. Rum... :@
on terça-feira, 11 de dezembro de 2007 | 8 cousas
De segunda a sexta-feira, eu tenho uma grande missão. Uma missão que, se em outros tempos seria só para o Tom Cruise, hoje eu faço na manha. Quer dizer, faço manhando. Sim, ir pra UEMA todos os dias da semana é pra quem realmente está com um tempinho vago e quer reutilizá-lo em prol do 'desatraso', coisa de moi. Mas eu não vou negar que a minha relação com a universidade estadual continue antipática. Até mamãe fica surpresa com a minha disposição em sair de casa para ir pra lá sem reclamar, não sabendo que faço isso mais por ela, do que por mim. Sério! Esse meu lance de "eu lutei muito para conquistar a minha vaga, por isso vou terminar esse curso, nem que seja na marra" é 'conversa pra boi dormir'.

Mas sabe?! Às vezes, eu acho que sou muuuuuuuito chata. Sei lá! Me sinto praticamente uma E.T.éia naquela universidade, mesmo assim, não consigo baixar a pose. Olho para todos como se eu fosse melhor que eles (e sou...XD), com a cara enfezada, nariz empinado (a la meu amigo Pedrin), achando tudo um 'ó-do-borogodó'! Tudo bem que hoje eu me sinto mais tolerante do que há um semestre e isso me espanta, no entanto, nada disso faz com que eu me concentre nos estudos de Letras. Tudo me parece estranho, até o Saussure me parece aterrador. Logo Saussure, um cara com quem eu tinha uma relação quase íntima de cama e mesa ('conversa pra boi dormir')... :/

Por quê todo esse esnobismo? Ah, não me pergunte! Só sei que não vamos uma com a cara da outra e olha que a UEMA é uma universidade bem zen, tem um matagal extenso, vacas dividindo espaço com as pessoas, ar puro, prédios térreos... tudo lembrando uma fazendinha (apelido dado por mim hehehe). Talvez, seja por isso que eu não a respeite. Mas será que, se fosse uma estrutura só de cimento, ela teria mais prestígio comigo? Uhm...não sei, não. As pessoas continuariam chatas, de qualquer forma. O que interessa é que hoje fiquei frustrada (ô, novidade!) pacas quando um carinha do D.A. foi lá na turma onde estou abrigada (dinossauro tem dessas coisas) pedir desculpas por algum mal-feito de outro representante do diretório, sem eu entender nada do que se tratava, me sentindo mais deslocada ainda. E todos os 'coleguinhas' indignados com o tal assunto aproveitando a situação para esfregar na cara do professor a paralisação (acabamos de voltar de uma conturbada greve) que vai ter na quarta-feira, como se a culpa fosse dele. E eu lá: "Ó, jisuis!" ¬¬'

Por essas e outras que quero terminar logo meu bendito curso de Jornalismo, na federal, fazer teste para o mestrado, passar, olhar para mamãe e dizer: "Mama, a senhora viu que eu tentei! Se quiser, pode doar a minha vaga da UEMA." Rum... Quanta 'conversa pra boi dormir'! Deve ser influência da própria fazendinha... :)
on segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 | 10 cousas
Post retirado do Blog dos Toscos e Ralados na Net *

"O que eu vim fazer aqui, nessa vida mesmo?”
“Qual a graça de viver?”
“Por que temos que viver assim: uns com a bunda virada para a lua e outros com bunda queimando ao sol?”
“Qual a minha missão na terra?”

Quem nunca ouviu ou disse pelo menos umazinha dessas frases que atire uma pedra na cabeça do primeiro que passar à sua frente ou, então, que jogue o PC, no qual está lendo todo esse besteirol filosófico, no chão.

Como eu sei que você não é tão insano a ponto de não ter refletido sobre quaisquer questões semelhantes a essas, assim como não ter jogado uma pedra na cabeça do primeiro que passou aí perto ou, ainda, ter jogado o PC no chão, vou logo afirmando que você é normal. Viva!!!

Mas sim, diante dessas questões, você conseguiu chegar a uma resposta? Não? Sim? Uhm...Sei, sei. É difícil, né? É, é difícil sim. Então, que tal sairmos daquela conexão discada com a mãe natureza, onde olhamos as formiguinhas para perceber o quão grandes elas são com sua invejada organização, olhamos para o mar para perceber o quão pequeninos são os nossos problemas, sentimos o balançar dos cabelos com o vento para perceber que nem tudo pode cair e outras coisas que são D-I-V-I-N-A-M-E-N-T-E MARAVILHOSAS? Aceito? Aceito sim, oras. Agora se sinta numa conexão velox (mente) partindo para uma página ‘agatêeliemi-zada’ pelos homens, na qual estão aquelas coisinhas que você costuma CONSUMIR, mas não as louva, como louva o mar, o vento, as formiguinhas, as árvores e etc. Que coisas são essas? Você ainda não conseguiu alcançar a proeza do que são essas tais criações humanas que devem ser respondidas como a razão de viver, como a missão na terra e todas as outras respostas que você sempre quis encontrar e você pode comprar com uns simples reaizinhos? Aff...pelo jeito, sua conexão não é velox!

Então, morre, disgranha! Você não é digno de olhar as formiguinhas, nem o mar e nem de sentir a brisa leve de um vento. Você não é um bom cristão, que sabe dar valor ao seu irmão americano (do norte) que criou a COCA-COLA e ao seu irmão americano (central: maias e astecas) que criou o CHOCOLATE. Putz! Será que há coisa melhor na vida que uma COCA-COLA gelada após o almoço? Ou um CHOCOLATE como sobremesa? [nada de respostas eróticas e/ou pornográficas, ok? hehehe] Ih...você deve estar dizendo neste momento: “ela enlouqueceu, é uma consumista. Os ossos de Karl Marx estão correndo do túmulo” Mas eu digo que Marx era um bocó. Não sabe que ‘com dez reais podemos pagar a entrada no cinema, comprar uma booooa COCA-COLA e um boooom CHOCOLATE' (frase de Presuntinho) e ser feliz para sempre. Karl deve ter morrido de inveja da gente, assim que Nostradamus baixou nele e viu que no futuro teríamos a felicidade de assumir: "o ser humano é, essência e naturalmente, capitalista!"


Vivas aos Americanos!!! VIV-A-A-A-A-A-S-S-S-S!!!! \o/Viva você também, agora, sabendo o porquê de estar vivendo e qual a sua missão na terra: se deliciar com a COCA-COLA e com o CHOCOLATE!

* Sem criatividade para postar, peguei o texto que publiquei há um tempão no Ralados. ;)

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