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on quinta-feira, 31 de julho de 2008 | 15 cousas

Eu já amei muitas pessoas, ao longo da minha vida, que acho tão breve. Mas foram tantas as pessoas especiais a quem me dediquei, que começo a pensar que a minha vida tem sido longa. Em alguns amores de corpo, eu esperneei ao mundo serem amores de alma; e nos raríssimos amores de alma, eu me comovi diante da minha capacidade de amar, velada numa entrega contente.

Num desespero egoísta, porém, há amores que não admito escaparem das minhas mãos, do meu colo. São amores, que olho nos olhos, com quem gargalho sem receio, a quem abraço não querendo mais largar, cujo cheiro é sempre quente e a quem eu me entrego numa velada nostalgia. Com esses, a alma é mais feliz e não tem medo de ser também mais triste; a conversa pode ser fria sem perder o tom de contentamento; o colo é o mais aconchegante mesmo quando o coração está aflito; e o entrelaçar de mãos não enfraquece até quando essas se despedem.

A eles, as minhas homenagens não ousam em ser mesquinhas, em não gritar ao mundo em ritmo de rock'roll. E, só por eles, eu me divirto com o mau-humor, não me canso das prentensões cinematográficas, ouço torta cakezada, vou arrumar um apê no Rio, acho vidéuasta uma palavra glamourosa, continuo não querendo ir pra Jamaica dançar reggae e acho uma grandbosta fumar maconha. Ainda a eles eu chamo de amores-amigo... de amores, meus amigos...de amor...minha amiga!

Minha cúmplice de crimes perfeitos, TE AMO PRA CARALHO, PORRA! _TAPCP_

I don't have a Cake for you, but...Happy Birthday to you!!!
on terça-feira, 4 de dezembro de 2007 | 10 cousas
Quero dormir e, a 21 dias do natal, coloquei os enfeites natalinos pela casa. A 27 dias do novo ano, estou colocando as lembranças de 2007 sobre o travesseiro.

Olhando para os enfeites e para as lembranças, percebo algumas diferenças. Talvez, uns brilhem mais que outros; talvez, uns sejam maiores que outros; talvez, uns sejam menos coloridos que outros; talvez, uns sejam mais bonitos que outros; talvez, uns sejam mais delicados que outros; talvez, uns sejam mais leves que outros; ou, talvez, uns tenham sido mais caros que outros.

O quê? A guirlanda maior do que a briga entre mim e a minha grande amiga? O papai noel bailarino mais caro do que o 'Saramago' que a minha outra grande amiga me deu, no aniversário? O pisca-pisca mais iluminado do que o olhar de saudade antecipada da minha grande mãe, quando eu contei que faria mestrado, em São Paulo? O sino menos colorido do que a mágoa entre mim e meu grande irmão? A bola mais delicada do que o nascimento do meu grande pequeno sobrinho? As velas mais bonitas do que o dia em que eu me mudei para a casa nova? A árvore mais leve do que o dia do meu aniversário, em que eu mergulhei no mar com a minha matriarca?

Hã?! Droga! Preciso trocar os enfeites que eu deixei pela casa, depois eu volto ao meu travesseiro para libertar o meu espírito ao encontro de outros espíritos, que juntos continuarão enfeitando a minha vida de incomparáveis sonhos.


*Muchacha en la Ventana, do surrealista Salvador Dali, enfeitando o post.

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