Eu já amei muitas pessoas, ao longo da minha vida, que acho tão breve. Mas foram tantas as pessoas especiais a quem me dediquei, que começo a pensar que a minha vida tem sido longa. Em alguns amores de corpo, eu esperneei ao mundo serem amores de alma; e nos raríssimos amores de alma, eu me comovi diante da minha capacidade de amar, velada numa entrega contente.
Num desespero egoísta, porém, há amores que não admito escaparem das minhas mãos, do meu colo. São amores, que olho nos olhos, com quem gargalho sem receio, a quem abraço não querendo mais largar, cujo cheiro é sempre quente e a quem eu me entrego numa velada nostalgia. Com esses, a alma é mais feliz e não tem medo de ser também mais triste; a conversa pode ser fria sem perder o tom de contentamento; o colo é o mais aconchegante mesmo quando o coração está aflito; e o entrelaçar de mãos não enfraquece até quando essas se despedem.
A eles, as minhas homenagens não ousam em ser mesquinhas, em não gritar ao mundo em ritmo de rock'roll. E, só por eles, eu me divirto com o mau-humor, não me canso das prentensões cinematográficas, ouço torta cakezada, vou arrumar um apê no Rio, acho vidéuasta uma palavra glamourosa, continuo não querendo ir pra Jamaica dançar reggae e acho uma grandbosta fumar maconha. Ainda a eles eu chamo de amores-amigo... de amores, meus amigos...de amor...minha amiga!
Minha cúmplice de crimes perfeitos, TE AMO PRA CARALHO, PORRA! _TAPCP_
I don't have a Cake for you, but...Happy Birthday to you!!!
