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on domingo, 17 de outubro de 2010 | 3 cousas

Hoje, eu estava lembrando com o meu amor sobre algumas prendas que a minha mãe seguiu por superstição e também de algumas situações que, obviamente, ela não provoca por maldade, mas que sempre me ferra. Vamos aos causos, sem ritmo cronológico, mas com desafeto ao ridículo.

Quando eu tinha 10 anos, havia um garoto da minha turma que eu achava uma gra-ci-nha-nha-nha. O nome dele era Vinicius, era inteligente, mas muito pá-virada. Era descolado, aos 10 anos (sim) e lia bastante. Eu sempre comentava sobre ele com a minha mãe, pois, por coincidência nesse ovo de codorna ludovicense, ela era amiga do pai dele; mas ela não conhecia pessoalmente o rebento caçula (e gatcheññño) do amigo, até que ela foi a uma das reuniões de pais e resolveu dar uma passadinha na minha turma para constatar se eu era realmente um exemplo de aluna comportada dãã. qual estudante não se torna comportado no dia de uma reunião de pais?. Logo ela me perguntou quem era o rapazote dono dos meus suspiros infantis e eu apontei. Para quê?! Lá foi ela, o abraçou e soltou um: "Ah, você é o Vinicius, por quem Luana é apaixonada?" Ok, pulemos a parte de eu nunca mais querer aparecer na escola e olhar pra cara do meu primeiro amor platônico.

E, nessa mesma época, eu ainda fazia xixi na cama. Assim como hoje as pessoas educadas e velhas dizem: "olha, como Luana cresceu, está um mulherão, muito bonita"/ e mamãe retruca: "pois é. quem via aquela menina mirrada quando criança, jamais imaginaria que ela engordaria tanto, né?! não sei mais o que eu faço com ela"; já aos dez anos, ela fazia questão de dizer aos que se impressionavam com o meu crescimento normal repentino: "não é?! tamanha mocinha dessa...10 anos...e ainda faz xixi na cama". #shameon Intrigada com essa minha anomalia bexiguiana, a minha vizinha indicou à minha mãe que me deixasse, por duas noites seguidas, fazer muuito xixi na rede, sem trocar o meu lençol ou trocar a minha roupa. Assim que eu acordasse, com a ajuda de outra pessoa, mamãe torceria a rede toooda xixizada sobre a minha cabeça. Se a prenda deu certo? Talvez, o trauma sim! Xixi na cama ou na rede nunca mais.

Três anos mais tarde, escorreguei na matemática. Eu estudava em escola de freiras e, lá, quem tirasse nota abaixo de 6,0 só tinha o boletim recebido pelos pais. Eu era cedê-efe, então mamãe jamais receberia um boletim meu na escola, até o fatídico dia em que eu tirei 3,0 em matemática. O professor resolveu fazer diferente e entregar as provas a todos as alunas, sob a condição de aquelas que tivessem tirado nota abaixo da média retornassem seus testes com a assinatura do pai ou da mãe. E, então, mamãe escreveu: "com muita vergonha da filha que nasceu só para estudar e não o faz, assino esta prova". O que o professor fez?? Orgulhoso do reconhecimento da vergonha da minha mãe, leu em voz alta: "ouçam o que a mãe de Luana escreveu". Nunca mais tirei nota abaixo de sete em matemática. Hunf!

Enfim, se você acha que a sua vida anda calma e precisa dar uma traumatizadinha ou, talvez, apenas precise se atentar para algumas falhinhas naada básicas que você tem e todos percebem, menos você, contrate o BULLYING GRATUITO, uma oferta da minha mamãe, dona Rosa. Ela não tem piedade, rá!
on domingo, 13 de abril de 2008 | 8 cousas

Eu assistia ao futebol de botão, à pelada na rua, à final do campeonato na TV e ainda ía encher a bola velha na borracharia do bairro com os calções. As discussões sobre futebol eram gritarias intermináveis, que não me assustavam até mesmo se um pegasse o pescoço do outro. Sendo menina, eu não era perdoada só por não ter time.

Eu até poderia perguntar em toda jogada porquê o juiz aptou que era impedimento, mas não poderia ser vira-folha. O importante é que eu me decidisse quem eu trairia. Ainda bem que eram só dois times...e logo os maiores rivais. E ainda bem também que eram apenas três irmãos; então, por número ímpar, eu seria solidária e me tornaria torcedora do time do solitário.

E lá fui eu ser F-L-A-M-E-N-G-U-I-S-T-A! Os outros dois - vascaínos - ainda ficaram na derrota, porque, assim como eu, eram caçulas e teriam que calar-se diante da voz grave do mais velho, o tal F-L-A-M-E-N-G-U-I-S-T-A! E não é que hoje eu grito raça, amor e paixão...oh, meu mengoooo!!!..?
on sábado, 29 de março de 2008 | 5 cousas
"Quando nada acaba bem, é porque o final ainda não chegou." Alguém disse essa frase aí, em algum canto, e eu sempre a achei a máxima do otimismo. Mas parece mesmo que é baseada em finais de novela. E, por falar em novela... A novela 'Quem não tem colírio, usa lentes de contato' não acabou. Aliás, até parece que acabou, mas da pior maneira possível. Buáááá...

No ínterim do meu salto alto, descobri que a minha córnea direita tem a curva leve de um "S". Não se espantem, mas também não sejam insensíveis como a minha graaande amiga, Polyana. É! Ela riu de mim e até hoje zomba da coitada da minha córnea. Mas tudo bem! Amizade ultrapassa até as barreiras da falta de solidariedade.

Pois bem! Não vim para falar da minha amizade inestimável por este estranho ser, apelidado de Quiabo. ¬¬' Após eu ter descoberto que a falha da minha córnea era a causa das bolhas de ar entre a lente e a tal camada ocular, tive que retornar ao uso dos velhos óculos até a chegada das novas lentes, no formato adaptável ao 'desenho' corneano.

O grande dia da recepção das minhas noooovas companheiras foi quase de festa. Estava ansiosa para voltar a enxergar tudo bonitinho. E eis que, na última segunda-feira, fui recebê-las, numa sessão psicológica com meu oftalmo. Trocamos os problemas oculares por um bom papo de mesa de bar. Pena que nem era um bar e nem mesmo havia cerveja. Mas descobri motivos para retornar várias vezes ao consultório dele. ahahaha

As nossas confidências foram testemunhas do acerto final com as lentes. Parecia mesmo que ele tinha acertado, finalmente, na diametria das minhas lentes. Os dias seguintes com as maravilhoooosas companheiras foram divinos. Comecei mesmo a achar que eu também devesse beijos na boca do inventor das lentes, com bem disse Ingrid (não é blogueira), nos comentários do post 'Quem não tem colírio, usa lentes de contato'.

Contudo, como, verdadeiramente, eu não bato bem da cabeça, o final não poderia ser dos melhores. Na saída madrugal para o trabalho (ainda farei um post sobre essa tormenta), lá está a Luca na parada deserta esperando o busão. Masss...quê ônibus é aquele mesmo? Vixe! Tudo embaçado! Como assim? Luca coça o olho direito e...cadê a lente? Ó, vida! Ó, céus! A lente caiu! Tun tun tun tun.... Cadê? Já eres!!!!

Pensamentos insistentes na caixola: "Mamãe primeiro vai me assar a um zilhão de graus ou vai me cortar em pedaços miudinhos e servir pros cachorros na rua?"/ "Eu ligo para a Clínica e digo que a lente estava muito folgada e caiu em um bueiro, ou eu fico calada esperando receber dinheiro para comprar novo par de lentes?"/ "Esqueço essa história de usar lentes e peço logo para me colocarem no banco de córneas ou espero o derradeiro dia da cegueira com meus óculos?"/ "Não, não! Mamãe vai mesmo me matar!"

Pensamento consistente: Burra! Burra! Burra! Maria Ruela!!!

Como eu estou muito nova para morrer...

Mamãe embaçada: E, então, filha? Está se adaptando bem às novas lentes?
Filha caolha: Ó! Claro, mamãe! Está tudo muito lindo!
on sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008 | 10 cousas
Eu sei que você não está nem aí pra isso, mas eu comecei a usar lentes de contato. Você lembra que eu falei sobre o meu probleminha (nada) básico de visão, non-né vero? Entonces... Tive que usá-las e, a cada dia, eu tenho uma briga com as minhas novas companheiras. Confesso que, após tê-las colocado, eu descobri que, antes, eu não estava enxergando de verdade.

Neste exato momento mesmo, as retirei, por causa de uma leve irritação e coloquei meus óculos velhos para postar, porém, acredito, a vista é de um velho. Ó, céus! E ainda nem me adaptei a elas e nem sei se conseguirei fazê-lo. Às vezes, não as sinto em meus olhos, daí fico pirando pra ter certeza se estão, de fato, no lugar. Já imaginou se eu as perco?

No primeiro dia de uso, quase isso ia acontecendo. Eu fui tentar tirá-las, num velho idílio, e, de repente, atchiiiimm...Espirrei! Uma lente foi parar a não sei quantos metros de distância. Eu gelei. A menininha que me ensinou durante hooooras a colocar e tirar as lentes (puxa-repuxa olho) disse que elas não desgrudam facilmente da íris, logo seria igualmente difícil eu perdê-las; contudo, se numa (má) sorte tal acontecesse, eu deveria gritar aos mais próximos que elas estavam no chão.

Nossa! Gritei! São Longuinho, São Longuinho, se eu achar a minha lente, dou três pulinhos e três gritinhos. Aaaaaahhhhh...! Achei, São Longuinho! Achei, São Longuinho! Achei, São Longuinho! O problema veio depois: por até então não ter aprendido a lavá-las, eu as devolvi de qualquer jeito aos meus olhos. Aiiiiinn...Foi um acesso de choro, meu olho direito vermelho, meu rosto inchado. Ui!

Aperta, puxa, repuxa...Pronto! Saíram as lentes. Problema resolvido! Hã? Não mesmo! AS lenteS saíraM! Sim, sim. As duas, de uma vez só! Pronto! Pirei geral! Quem disse que eu sabia a qual lado cada uma correspondia? Hunf! A menininha disse: "Querideña, elas têm graus diferentes, portanto preste atenção para saber a qual lado cada uma pertence." Unrum... São Longuinho, São Longuinho, se eu achar qual o lado certo de cada lente, dou três pulinhos e três gritinhos. Aaaahhh...Santo lerdo! Cadê? Vi tudo trocado! Aff!

Péssima maneira de me dizer qual o lado certo, hã? Dããã...! Já cansada de lutar contra elas, decidi: não vou tirá-las nos próximos cinco dias. Yes! Manhééé...Tá entrando shampoo nos meus olhos! E agora? Mamãe pacientemente diz: "Grrr...Tu não quer cola pra pregar logo isso nos teus olhos, não?". Snif, snif, snif... Ai, mãe! Credo! Passou! Já tô vendo tudo muito bonito!

on quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008 | 13 cousas

(00:04) Luca.:
tu não faz sexo, cajuzito?
00:06) caaaju_:
eu não, sexo é coisa de velho europeu, coisa do passado. éca!
(00:06) Luca.:
então, tu faz amor, é?
(00:06) caaaju_:
amor?? amor é coisa de poeta romântico tuberculoso! uhauahahu
(00:07) Luca.:
então, tu transa, é?
(00:08) caaaju_:
rs transa é coisa meio oitentista, mas tá valendo, até porque curto anos oitenta... taí! transo :] mas atualmente as pessoas dão creu mesmo rs

(...)
(01:19) Luca.:
vem cá! isso tu tirou do nelson, foi?
(01:19) caaaju_:
sobre o sexo?
(01:19) Luca.:
anran
(01:20) caaaju_:
não não, mas é influência dele esse pensamento rs

*Caju é personagem do sonho que cresceu.

on sábado, 16 de fevereiro de 2008 | 15 cousas

Ei, verão! Por favor, diga-me que horas são no teu relógio! São onze e vinte e cinco da noite? Sério?!? Iêba! Então, alegre-se também! O seu horário ACABOU! Urrú! \o/

Agora, poderei chegar em casa, tarde, de verdade! Não terei mais que ficar relembrando todo dia à minha mãe que ela deve olhar para o relógio da parede e não ficar ouvindo o 'boa noite' do Jornal da Globo, para saber a que horas eu cheguei. Agora, poderei conversar com os meus amigos virtuais, que moram no sudeste, sem achar que eu sou a desocupada, porque eles dizem "tá tarde, preciso ir pra casa, preciso dormir", enquanto eu só penso que esteja uma hora mais cedo.

Você não imagina a alegria que pulsa no meu coração. Sei que ela tem prazo e encerra, novamente, lá pelo mês de outubro. No entanto, nesse período, eu esqueço ou me readapto, naturalmente, à vida teleguiada dos brasileiros. Ou seria, globoguiada? Aff!
on terça-feira, 29 de janeiro de 2008 | 16 cousas

Você já imaginou um gigantesco par de óculos envolvendo a terra? Certamente, não. Pois, então, prepare-se: o mundo inteiro está com problemas nos olhos. Hoje, fui agraciada com uma grande visão! O.o Fui a um consultório oftalmológico e lembro que, da última vez que coloquei os meus pés lá, não tive tanta demora para ser atendida, como nesta tarde. Tá certo que eu já não vou lá há mais de um ano, o que me gerou um problemão, mas acho que o problemão é caso internacional.

Vi desde criança tchutchuquinha a idosos de faixa normal propensa a problemas de visão, passando por mim, uma senhorita ainda à beira de ler centenas de livros, grudar no PC lendo blogs e escrever vários artigos para revistas. A minha miopia enxergou longe toda a terra de óculos. E olha que, segundo o meu doutor, o meu olho esquerdo já tem apenas 10% por cento de visão. =/

O fim do mundo está chegando. Você já marcou a sua consulta ao oftalmo? Se não, não serás salvo...ahahaha
on terça-feira, 22 de janeiro de 2008 | 18 cousas

- Triiiin...triiinn...
- Alô! (telefone chiando e o pensamento em minha irmã)
- Luana (meu nome é lindo, eu sei)?
- O quê tu quer, raladona?
- Luana? (telefone chiando cada vez mais)
- Pôxa, pequena! Isso são horas de ligar pra casa duzôtro? (10h) Espera aí na linha que eu vou pegar a extensão da sala. Ou melhor, depois eu ligo pra ti. Tchau! (do outro lado: tun tun tun)
- Triiin...triiinn...
- Rú! Eu já ia te ligar, toscona!
- Luana, aqui é da Escola Fulana de Tal. Você deixou seu currículo aqui, no ano passado.
- (Glup) Luana? Péra! Vou chamá-la. (Jisuis, o que eu fiz?)
- Alô (voz fanha)!
- Olá, Luana! É da Escola Fulana de Tal. O seletivo para professor vai ser amanhã, às 9h. Vai ser uma redação sobre a LDB do ensino fundamental.
- Ah, tá! Beleza. Estarei aí sim.
- Olha só: vimos que a sua habilitação também é pra Língua Inglesa, então o teste vai ser para lecionar Inglês de 5ª a 8ª série, certo?!
- (Ó, mái Gódi! Té buk és on té teibôu!) Ah, tá! Obrigada.

Manhé, me acorda amanhã, cedo, por favor!

às 7h45:
- Luana, acorda! Já tá tarde!
- Gódi, relpi-me!

às 8h30:
Em qual bairro fica mesmo a escola? Vinhais ou Angelim? .... Vinhais! Isso...Ai, que sono! Ai uana islipi!

às 8h35:
Péra, péra! Nãããããooo...É no Angelim. Jisuis! E agora? Descer do ônibus agora é muito mico! Ah, desço o mais perto possível e pego outro busão...

às 8h45:
- Senhor, qual o ônibus daqui passa pelo Angelim?
- Senhora (¬¬'), não há nenhum que entre no Angelim, mas pode pegar esse aí que ele passa na avenida principal.
- Ah, valeu!

às 8h53:
Nãããããooo...Chuva, não, Deus! Eu tô sem guarda-chuva! Ah, vou esperar ali naquela quitanda! Ih...mas eu vou chegar mais atrasada ainda. O quê eles vão achar? Certamente, que a 'inglishe títcheur' não é pontual! Ah, mas eu nem sou mesmo. Uhm....Quer saber? Esse sereninho não mata ninguém. Vou cortar caminho...

às 9h01:
- Senhora (¬¬'), responda a este questionário e, logo que terminares, lhe entrego uma folha para a redação.
- Obrigada!

****
- Luana? O que tu tá fazendo por aqui?
- Ué?! Vim para o seletivo para professor de Língua Inglesa!
- Arrá! Não era tu que jamais iria entrar numa sala de aula e se dedicar somente ao jornalismo?!?
- He-he. Pois é. Tudo é relativo, salvo o infinito. ¬¬'
- Boa sorte pra ti, então.
- Unrum...tá!

'Por que eu quero ser professora?' Vixe! Isso é pergunta que se faça? Nem lembro mais porquê eu fiz vestibular pra Letras. 'Qual a minha metologia de ensino?' Será que se eu disser que só trabalhei com jornalismo, eles vão me achar inexperiente? 'Quais são os teóricos pedagógicos que eu gosto?' Ah, essa é fácil: todo mundo gosta de Paulo Freire. 'Qual a minha disponibilidade para lecionar?' No horário em que eu não tiver ocupada com a minha monografia, claro. Dããã...quanta pergunta besta!

às 9h25:
- Moça, eu terminei! Cadê a folha para a redação?
- Aqui, senhora (¬¬')!
- Uhm...Ei, ei. A redação não era sobre a LDB do ensino fundamental?
- Hã?! Não! É sobre os PCNs.
- (Glup! E a noite que eu perdi relendo xerox sobre LDB?) Ah, claro! Me confundi. Obrigada, moça!

Entendo PN de PCN, mas vou falar sobre o artigo 5º. Éééé...recordo que já li algo sobre a importância social da língua estrangeira nas instituições de ensino. Ótimo! Eu sou uma gênia!

às 9h37:
- Meu anjo, eu já terminei. Mais alguma coisa?
- Ah, não, não. Só isso mesmo. Depois ligamos para informar o resultado.
- Unrum...tá!

(...)

às 11h:
- E, então, minha filha??! Gostou do teste?
- Ah, mãe! De fato, não sei o quê estou fazendo no curso de Letras!
- Hã?! Não diga essa bobagem! Até outro dia tu queria tentar lecionar e agora esse desânimo?
- Manhééé...Ai reiti me!
- O quê é isso?!
- Ai lóvi iú!
- Ô, eu também te amo!
- ¬¬'
on domingo, 20 de janeiro de 2008 | 12 cousas
Ah, estou muito feliz. Morar no centro da cidade é sinônimo de praticidade. Não preciso mais dormir e babar em ônibus, não preciso sair duas horas com antecedência de casa para chegar a um compromisso, sem falar na variedade de opções de serviços, incomparável nos demais bairros. Morar atrás de um estádio de futebol? Sem problema! O que há de mais nisso? Deixa ele quieto.

Tum tum toc toc...Snore! ron! ronc!...Blast! bruum!...Booo! uuu!...1, 2, 3, 4....4, 3, 2, 1...Ô, abre alas que eu quero passar! Abre as pernas com a mão esquerda...

Hã? Por favor! Calem a boca aí! Ei, por favor, pára de roncar, que eu só quero dormir. Manhé, manda esse estádio de futebol para o quinto duzinferno. Ô, meu senhor! Será que a sua obra pode iniciar só depois do meio-dia? Ah, não. O que esses escoteiros querem treinar na minha porta? Manhé, traz um balde d'água pra eu jogar nesse bloco de carnaval. Vão procurar catar coquinho, bando de zoadentos.

Ó, céus! Vende-se uma casa, no centro da capital maranhense! Óóóóótima localização. Negociar comigo mesmo, urgentemente! Grrr...

*****

Sem mais delongas, agradeços aos meus caríssimos amigos blogueiros Juuuuu e Phe, pelos novos selinhos. Os memes foram dados na semana que foi embora ontem e eu estava pendente com o repasse. Confesso que gosto desses trocinhos, embora eles já tenham virado mais conversa pra boi dormir. Então, aqui vão os indicados para os selotes:

- The Channel Pursuit (Mingá, pode sair das tuas férias e vir pegar as tuas coisas)

- Um Pouco de Bossa (Menina, aceita estes!)

- A Melhor Novela de Todos os Tempos (Outro que não sabe o que é aziado, mas vive querendo aziar)

- O Irrevogável (Outro que prometeu sumiço, mas não vai aguentar ficar distante da blogosfera)

- Caixa de Sapato (Ótimas histórias da Mila numa caixa)

Acho que terminei as tarefas do dia. Por hoje, é só! Xêruuu

on domingo, 13 de janeiro de 2008 | 7 cousas

eu queeeeeero

Certamente, os numerosos (cof, cof, cof) leitores do Lunaticidades já perceberam que a guria que vos fala por meio de palavras, sempre tensas, é atacada. É um reclama aqui, é um reclama ali; é um querer ali, outro querer acolá. Aff!

Isso tudo é sintoma de uma puta (ôpa) ansiedade. Aquele mesmo mal-do-século que faz as mulheres invadirem a cozinha atrás de brigadeiro, engordar quilos e quilos sem compreender e depois procurar um médico milagroso para perder 10 quilos em uma semana. Ou até em dois dias, já que a festa bombada vai ser dentro de poucos dias e o vestido não está cabendo mais.

Não, este não é o retrato da minha realidade. Quer dizer, pode ser o retrato 3X4 do meu RG, aquele mesmo que todo mundo tem pavor de mostrar. Eu sempre soube que eu era ansiosa e, para alguns, parecia mimo: "Eu quero looooooogo! Cuida! Eu não vou esperar". E lá se roía as unhas (ai, que vergonha!).

Certa vez, numa entrevista de estágio, eu cheguei a confessar ao superintendente da instituição que a ansiedade era o meu principal defeito. Por ter simpatizado comigo, ele disse: "Daremos jeito nisso". Na hora, eu não soube o quê pensar a não ser confiar na audácia do futuro chefe, afinal aquele 'vamos' era um sinal de que eu seria contratada, como o fui.

No entanto, já se passaram dois anos, eu saí de lá e a ansiedade continua me fazendo parecer uma das atacantes de geladeira. Já pensei em fazer ioga, já pensei em fazer até aculpuntura, mas ficou tudo no querer, porque a ansiedade por fazer e ter outras coisas começaram a me atropelar. Acho que vou acabar catando coquinho.
on terça-feira, 8 de janeiro de 2008 | 11 cousas

Hoje, eu vou falar do hoje. Que nem aqueles diários bem bobos de adolescente. Se bem que alguns adultos também têm diários adolescentes e não confessam. Eu mesma, até meados do ano passado, tinha a incrível mania de escrever em agendas, só que em códigos.

Criei esse hábito de escrever em código, porque, como a agenda era a minha parceira de toda hora, ela estava acessível a muitas pessoas marocas. Não sei o porquê exatamente eu parei de escrever em agenda. Acho que foi o peso e o tamanho da última. Ah, e ela em si. Não era nada flopt.

Mas, sabem? Hoje, tenho uma cabeça muito atordoada com os meus afazeres, os papéis em minha bolsa começaram a acumular, os números telefônicos ficam em pedaços de papéis, passo o dia sem fazer nada tendo que fazer muita coisa e, pior, eu não tenho as impressões cotidianas das coisas mais importantes que se passaram no meu último ano. E acho que nem terei assim, neste, pois ainda estou sem agenda.

Enquanto eu estou sem agenda, ocupo vocês com este código em comum. Então... h0je, foi um dia bem interessante, porque matei as saudades de dois grandes amigos. Com um deles, eu desfiz a relação de tempos, no ano passado, e parece que agora a saudade restaurou tudo. Fora esse e o outro reencontro, aziei total.

Não sei, ando vazia, sem criatividade. Acho que é o excesso do que fazer e o não saber por onde começar. Confesso que ando aziada até com o Lunaticidades. Todo dia eu queria postar qualquer coisa, aqui, mas ando definhando em idéias, em vontade de escrever. Os assuntos estão passando despercebidos e eu estou ficando desnutrida.

Até literatura, que é um troço sem o qual eu não vivia, eu estou sobrevivendo. Tem vários livros empilhados para eu ler, mas não dou vez a eles. Acho que é o meu coração que está descompassado, que está com várias dúvidas. Ah, lembrei: ele sempre foi retardado.

Acho que isso é 'olho grande' mesmo. Vocês acreditam em 'olho grande'? Eu não acredito, mas que existe, existe. Vou procurar uma benzedeira para fazer um banho de ervas pra mim. Quem sabe assim, tudo isso aqui fique mais interessante, a literatura retome a cor, eu consiga comprar a minha agenda e eu deixe de ser tão chata. É, nem eu estou me aguentando mais. Ai, que aziação.

on terça-feira, 1 de janeiro de 2008 | 14 cousas
A Família, de Tarsila do Amaral

O último número do ano muda, mas certas coisas não. Eu mesma continuo achando que parente nunca deveria visitar parente a não ser em caso de doença ou de morte. Juro, gente! Eu tenho severa repugnância por aqueles parentes distantes, com os quais a intimidade é incultivável, que resolvem aparecer, do nada, em minha casa. Ah, mas eu falo sério meeeeeeeesmo. Eu tenho vários desse tipo, daí quando me vêem dizem: "Nossa! A nossa pitchutchuca cresceu!" ¬¬' Dããããã... É mesmo?! E não era pra crescer, não, santa inteligência?! Eu sou Peter apenas na cabeça, de resto não tenho vocação nem para lidar com o capitão gancho.

Outro dia me contaram que uma prima, que mora em São Paulo, esteve aqui, em São Luís, e ficou super triste em ir embora sem ver a criança dela... Advinhem que é a criança!!!!!!!! Pois é. Sou eu. Será que ela quer me colocar no colo e apertar as minhas bochechas? Uhm... Tu jura, né, mirmã?! Sai fora!!! Eu preferiria se fosse o primo legítimo dela, que é o meu primo de terceiro grau. Hehehe. Ele é muito gato... Ai, ai! Ops. Lembrei. Ai, ai mesmo. Ele é muito chato, só sabe exibir as medalhas que ele ganha nas competições de natação e não fala nada de interessante. Vai te lascar, meu filho!

O mais chato é ser obrigada a ser gentil com eles ignorando todos os cortes que eu tenho na ponta da língua, sempre sorridente para não envergonhar a minha mãe. É. A minha parentada chata é sempre materna, embora papai também já tenha me feito pagar um belo mico com o irmão gêmeo dele. Mas esse foi muito engraçado. Putz. Em 22 anos de vida, eu nunca tinha visto o tal tio gêmeo, apesar de morarmos na mesma cidade. Pasmem! Até que um dia ele apareceu na casa da minha 'boadrasta' e disse para eu pedir abenção a ele. E eu: "Hã? Cuma?" O.o Acabei oferecendo apenas um aperto de mão e uma boa cara de espanto. Depois meu pai veio dizer que eu o tinha envergonhado. Mas ora veja. Só porque ele é meu tio, eu vou sair pedindo abenção? Ah, pai! Me erra! :)

Eu confesso que, no dia em que meus pais morrerem, eu terei todo o prazer em alargar, o máximo possível, o contato com a parentada. Nada de tios, nada de primos. Só os irmãos, os sobrinhos e olhe lá. Rum...

Agora, com licença, porque tem uns chatos na sala e preciso fingir que sou legal, neste ano. XD
on quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 | 8 cousas
Andei investigando as previsões 2008 para o meu signo. Mas eu não entendo nada sobre astrologia e blá blá blá de signos. Sei apenas que sou geminiana, que sou boi no zodíaco chinês e que a minha flor no horóscopo das flores é a papoula. Só encontrei previsões - até onde consultei - óbvias. Ou seja, estou na estaca zero (ponto oito). ¬¬'

Daí larguei e fui pra sala assistir Duas Caras. Tá bombando!! \o/ Gente, que sacanagem aquele advogadozinho de meia tigela se vender ao Ferraço no propósito de acabar com o relacionamento da filha com o negro. Putz. Tem algo errado no roteiro. O pai não tem dinheiro? Por que ele mesmo não faz isso? Tudo bem, tudo isso está sendo regido por algum signo (hahaha) para um objetivo maior que é o de engordar a trama novelística por fortes emoções. Mas... Juvenal, Juvenal, Juvenal!!!! :p

Droga! Acabou. Agora, só amanhã... =/Ai, que preguiiiiiiiça!!!! Acho que vou ficar brincando com o controle da minha TV pra vê se tá passando algo diferente... Não, não. É melhor desistir. As programações do final de ano são sempre a mesma coisa. O que fazer, então, se nem começou o Big Brother ainda? :-O Uhm... Ai, não tem nada. Meu Deus. Que ócio desesperador... Só de pensar que ele vai durar até depois do carnaval...
Ah, vou é ficar por aqui mesmo enxendo o povo com as minhas abobrinhas... lá lá lá lá lá =D
on terça-feira, 18 de dezembro de 2007 | 6 cousas
Bem, gente! Como eu deixei subentendido no post "Como estou?", eu ando tired. Tired e mais ainda busy. Estou busy e dazed. Enfim, estou stressed mesmo. Basta vocês darem uma olhada para a minha escrivaninha acima e terão a noção do caos que está o mundo da Lua...

Às vésperas do recesso, alguns professores querem adiantar o fim do período para prolongarem as suas férias, outros querem entupir os estudantes de trabalhos para dizer que estão com toda a garra, após o período de greve, e a nós, animadíssimos universitários, cabe o papel de cobaias da loucura humana. Até quinta-feira, tenho que entregar uma matéria de cultura (pendente há cinco dias) e a diagramação @#$% de uma tal editoria de política, além de um maldito trabalho sobre Semântica.

A propósito, alguém entende de Antítese aí? Não riam. É sério! Me add no MSN!!:/ Ah, como esse troço de Licenciatura estressa! Parece que estamos eternamente no Ensino Médio. ¬¬'

E isso tudo sem levar em consideração que estou tentando cuidar da minha monografia. Ah, falando nisso, farei monografia sobre blogs. Que tal? Alguém quer ou pode (melhor) me ajudar? É simples. Basta comprar alguns livros sobre blogosfera e educomunicação e mandar tudo para mim. É que aqui, em São Luís, encontrar livro bom é difícil. Mesmo na feira do livro, foi difícil. O meu amigo, convencido por mim a fazer estudo sobre blogs também :), comprou dois livros. Para completar a nossa bibliografia, fui em busca de livros hoje e só tinham os títulos já adquiridos por ele. A menina da livraria ainda veio me dizer que as editoras fecham pedidos nesta temporada. E a minha mono? :-O Pôxa! Sem orientador, sem livros...Ai, ai, ai. Essa monografia vai sair, nem que o carinha do Diário de um Doutorando tenha que assiná-la. É, na angústia por ouvir vozes experientes acerca da blogosfera, acabei enviando e-mail a ele pedindo socorro. Rs. Ainda bem que, hoje, consegui dar fim à saga do carregador de pilhas para a Luluquinha. \o/

Ufa! Falei demais, né? Esse parangolé todo é para dizer que vou desaparecer por uns tempos (cof, cof, cof) para dar viabilidade a estes fenômenos sobrenaturais. Não se preocupem, pois não ficarei afastada por muito tempo. No máximo, alguns segundos. Hehe. Sem brincadeira, preciso arejar a minha cabeça com as Antíteses da vida, senão eu fico crazy. Enquanto isso, dêem uma piscadela no Ralados. ;)
My Unkymood Punkymood (Unkymoods)
on quinta-feira, 13 de dezembro de 2007 | 10 cousas
Um dia desses aí Alberto veio aqui em casa (pentelhar) e resgatou entre os papéis imados ao meu monitor um que tinha uma fala do estudante revoltado da novela das oito. É, das oito! O horário de verão possibilita parte do país ser coerente com o jargãozito 'das oito'. O papel era para eu lembrar de fazer um post, mas eis que eu nunca o fiz e, hoje, assistindo ao filme Menina de Ouro, exibido na globo, me detive à fala da personagem principal. A fala, em exato, eu não recordo, mas era referente à conquista do topo.
O seu nome ficou famoso e o seu rosto estampado em várias capas de revistas e jornais. Bem, esta foi a marca do sucesso para ela. Como ela não teria nem isso, nem nada, ela preferiu morrer.
Hum...
Já a fala do personagem da novela (das oito) foi mais ou menos assim: "A gente precisa dos jornalistas para fazer valer a voz política." Quando eu ouvi a frase, achei absurdo. Absurdo exatamente por ser tão óbvia. Sim, claro: óbvia. Não estou dizendo isso porque sou formanda de jornalismo e, por conseguinte, ache os jornalistas os 'bam-bam-bans'; mas sim porque é isso que a mídia maior faz valer sublinarmente. No entando, quando algo é dito com tanta clareza, por mais que não se tenha uma reflexão tão veloz - afinal a dama de titânio tá combatendo estudantes revoltados e têm-se que ficar atento -, é porque a sociedade já incorporou sem estranheza isso. ^o)
Sim, e o que a menina de ouro e o estudante revoltado têm em comum? Nada, além dos dois clamarem os holofotes e os vários olhares sobre si. Tanto um quanto o outro evoca uma ferramenta de mídia para confirmar o sucesso de um evento. E, de fato, hoje, considera-se sucesso ter várias vozes ou vários olhares sobre alguém. No entanto, essa 'popularidade' me incomodou e eu comecei a pensar o que seria sucesso (pessoal e profissional); exatamente, aquilo que eu desejei a dois aniversariantes (amigos orkutianos) hoje. Claramente, eu desejei por praxe, mas e se o meu desejo for realizado? Que forma terá esse sucesso? Será que eles terão jornalistas no pé deles diariamente solicitando entrevistas, capas de revistas semanais, perfis no videoshow, ...? :-O
Hum...
Bem, se sucesso for isso mesmo, por favor, não me desejem sucesso, porque jornalista é bicho chato pra ficar no pé e bicho-de-pé eu já tenho. Ops! Hehehe. Foi só pra zoar. Claro que eu não tenho bicho-de-pé. Eu sou menina e tenho pé de princesa (38), além do que, só quem tem isso são os meninos. Rum... :@
on terça-feira, 11 de dezembro de 2007 | 8 cousas
De segunda a sexta-feira, eu tenho uma grande missão. Uma missão que, se em outros tempos seria só para o Tom Cruise, hoje eu faço na manha. Quer dizer, faço manhando. Sim, ir pra UEMA todos os dias da semana é pra quem realmente está com um tempinho vago e quer reutilizá-lo em prol do 'desatraso', coisa de moi. Mas eu não vou negar que a minha relação com a universidade estadual continue antipática. Até mamãe fica surpresa com a minha disposição em sair de casa para ir pra lá sem reclamar, não sabendo que faço isso mais por ela, do que por mim. Sério! Esse meu lance de "eu lutei muito para conquistar a minha vaga, por isso vou terminar esse curso, nem que seja na marra" é 'conversa pra boi dormir'.

Mas sabe?! Às vezes, eu acho que sou muuuuuuuito chata. Sei lá! Me sinto praticamente uma E.T.éia naquela universidade, mesmo assim, não consigo baixar a pose. Olho para todos como se eu fosse melhor que eles (e sou...XD), com a cara enfezada, nariz empinado (a la meu amigo Pedrin), achando tudo um 'ó-do-borogodó'! Tudo bem que hoje eu me sinto mais tolerante do que há um semestre e isso me espanta, no entanto, nada disso faz com que eu me concentre nos estudos de Letras. Tudo me parece estranho, até o Saussure me parece aterrador. Logo Saussure, um cara com quem eu tinha uma relação quase íntima de cama e mesa ('conversa pra boi dormir')... :/

Por quê todo esse esnobismo? Ah, não me pergunte! Só sei que não vamos uma com a cara da outra e olha que a UEMA é uma universidade bem zen, tem um matagal extenso, vacas dividindo espaço com as pessoas, ar puro, prédios térreos... tudo lembrando uma fazendinha (apelido dado por mim hehehe). Talvez, seja por isso que eu não a respeite. Mas será que, se fosse uma estrutura só de cimento, ela teria mais prestígio comigo? Uhm...não sei, não. As pessoas continuariam chatas, de qualquer forma. O que interessa é que hoje fiquei frustrada (ô, novidade!) pacas quando um carinha do D.A. foi lá na turma onde estou abrigada (dinossauro tem dessas coisas) pedir desculpas por algum mal-feito de outro representante do diretório, sem eu entender nada do que se tratava, me sentindo mais deslocada ainda. E todos os 'coleguinhas' indignados com o tal assunto aproveitando a situação para esfregar na cara do professor a paralisação (acabamos de voltar de uma conturbada greve) que vai ter na quarta-feira, como se a culpa fosse dele. E eu lá: "Ó, jisuis!" ¬¬'

Por essas e outras que quero terminar logo meu bendito curso de Jornalismo, na federal, fazer teste para o mestrado, passar, olhar para mamãe e dizer: "Mama, a senhora viu que eu tentei! Se quiser, pode doar a minha vaga da UEMA." Rum... Quanta 'conversa pra boi dormir'! Deve ser influência da própria fazendinha... :)
on segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 | 10 cousas
Post retirado do Blog dos Toscos e Ralados na Net *

"O que eu vim fazer aqui, nessa vida mesmo?”
“Qual a graça de viver?”
“Por que temos que viver assim: uns com a bunda virada para a lua e outros com bunda queimando ao sol?”
“Qual a minha missão na terra?”

Quem nunca ouviu ou disse pelo menos umazinha dessas frases que atire uma pedra na cabeça do primeiro que passar à sua frente ou, então, que jogue o PC, no qual está lendo todo esse besteirol filosófico, no chão.

Como eu sei que você não é tão insano a ponto de não ter refletido sobre quaisquer questões semelhantes a essas, assim como não ter jogado uma pedra na cabeça do primeiro que passou aí perto ou, ainda, ter jogado o PC no chão, vou logo afirmando que você é normal. Viva!!!

Mas sim, diante dessas questões, você conseguiu chegar a uma resposta? Não? Sim? Uhm...Sei, sei. É difícil, né? É, é difícil sim. Então, que tal sairmos daquela conexão discada com a mãe natureza, onde olhamos as formiguinhas para perceber o quão grandes elas são com sua invejada organização, olhamos para o mar para perceber o quão pequeninos são os nossos problemas, sentimos o balançar dos cabelos com o vento para perceber que nem tudo pode cair e outras coisas que são D-I-V-I-N-A-M-E-N-T-E MARAVILHOSAS? Aceito? Aceito sim, oras. Agora se sinta numa conexão velox (mente) partindo para uma página ‘agatêeliemi-zada’ pelos homens, na qual estão aquelas coisinhas que você costuma CONSUMIR, mas não as louva, como louva o mar, o vento, as formiguinhas, as árvores e etc. Que coisas são essas? Você ainda não conseguiu alcançar a proeza do que são essas tais criações humanas que devem ser respondidas como a razão de viver, como a missão na terra e todas as outras respostas que você sempre quis encontrar e você pode comprar com uns simples reaizinhos? Aff...pelo jeito, sua conexão não é velox!

Então, morre, disgranha! Você não é digno de olhar as formiguinhas, nem o mar e nem de sentir a brisa leve de um vento. Você não é um bom cristão, que sabe dar valor ao seu irmão americano (do norte) que criou a COCA-COLA e ao seu irmão americano (central: maias e astecas) que criou o CHOCOLATE. Putz! Será que há coisa melhor na vida que uma COCA-COLA gelada após o almoço? Ou um CHOCOLATE como sobremesa? [nada de respostas eróticas e/ou pornográficas, ok? hehehe] Ih...você deve estar dizendo neste momento: “ela enlouqueceu, é uma consumista. Os ossos de Karl Marx estão correndo do túmulo” Mas eu digo que Marx era um bocó. Não sabe que ‘com dez reais podemos pagar a entrada no cinema, comprar uma booooa COCA-COLA e um boooom CHOCOLATE' (frase de Presuntinho) e ser feliz para sempre. Karl deve ter morrido de inveja da gente, assim que Nostradamus baixou nele e viu que no futuro teríamos a felicidade de assumir: "o ser humano é, essência e naturalmente, capitalista!"


Vivas aos Americanos!!! VIV-A-A-A-A-A-S-S-S-S!!!! \o/Viva você também, agora, sabendo o porquê de estar vivendo e qual a sua missão na terra: se deliciar com a COCA-COLA e com o CHOCOLATE!

* Sem criatividade para postar, peguei o texto que publiquei há um tempão no Ralados. ;)

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