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on quinta-feira, 10 de julho de 2008 | 3 cousas

Que me perdoem os leitores, que comentaram o texto anterior, mas o que menos interessou foi ele ser bonito ou feio. Só uma pessoa se atentou para o fato de que ele era direcionado e que, naturalmente, 'boiaria' na história. Talvez, nem todos tenham lido de fato o post e isso pouco importa, até porque este blog é feito para eu dispersar as minhas 'lunaticidades', independente dos visitantes e de seus respectivos comentários.

Não estou fazendo pouco caso dos comentários que recebo, pois bem sabemos, nós blogueiros mortais, o quão gratificante é recebê-los. A principal característica dos blogs é exatamente a interatividade ou, como bem queiram, a audiência nas janelas de comentários. É como se realmente estivesse valendo à pena escrevermos neste meio, a partir do momento em que alguém nos lê e mostra que lê.

Acho repreensível, no entanto, comentar por comentar. Isso faz parte de uma política diplomática, da qual eu me eximo. Se alguém vier ao meu grande e lunático mundo e não se interessar pelo que eu escrevo, prefiro que diga que não gostou ou, então, que passe direto com a sua nave.

Eu já recebi uns comentários bem bizarros, a exemplo do post "Tô tão cansada...", onde o usuário identificado como "Lapa" fez um protesto - talvez relevante se considerado o porquê do protesto -, que teve caráter de spam. E, num geral, alguns comentários parecem mesmo spam, do tipo "eu não tenho nada pra falar". Hahaha. Lembro de certa vez, uma guria visitar meu mundo e dizer: "eu não entendi nada do que você falou, mas deve ter alguém que goste disso aí".

Na hora em que li isso, fiquei boquiaberta da caradurice da criatura, mas depois ri tanto. É tão raro ver tal sinceridade, que me espantei. Uau!! Enfim, não estou fazendo rechaça aos comentários nada prodigiosos ou irrelevantes. Se quiser que eu lhe link, pode pedir parceria. Se quiser que eu vá ao seu blog, diga um "Olá" e deixe o seu link, que, se eu achar algo interessante na sua página, pode confiar que comentarei.

Bom, eu não estou de TPM, não. Sou chata mesmo e estou repensando certas conveniências blogosféricas. De todo modo, obrigada pela visita. :)

Au revoir.
on quarta-feira, 12 de dezembro de 2007 | 7 cousas
Fim de ano, amigo secreto, troca de presentes. Um roteiro clichê transposto para a virtualidade, pelo blog Morando Sozinho. Inscrita na brincadeira, estou responsável para falar do blog da Julia Dietrich . De cara, fiquei animada com o nome do blog, por causa do shakespearianismo.
Logo no correr da primeira página, podemos perceber que o assunto é literatura. A escolha das cores sóbrias para encapar suas escritas dão um ar de nobreza moderna. Se não a literatura livresca, o ensaio dela por parte da própria blogueira. Ensaios, Contos, Crônicas, Poemas e títulos de livros e trechos de poemas dão conta do blog. Em alguns recantos do espaço virtual, trechos de livros lidos, tocados e percorridos pelas lembranças são misturados à sensibilidade poética da leitora ávida por partilhar as suas experiências literárias. Noutros 'apenas' a encarnação poética da vida.

O blog não é um clássico feminino, embora seja escrito por uma mulher e tenha uma áurea drummondiana*. Ele é indicado para quem consegue perceber a vida de variadas formas e consegue traduzi-las em formas mais simples e puras.

Eu recomendo e o linko aqui, no meu. Espero que eu não esteja sendo ousada.

*"Não uma vida grande, nem uma vida cheia, mas o meu pouco de vida tímida e inconformada, com desejo de fazer alguma coisa que não sei o que seja, mas que seja para os outros, isso eu vivo." (Carta enviada a Mário de Andrade)

on quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 | 10 cousas
Estive pensando nos últimos dias no entulho de informações que recebemos por segundo. Eu, por exemplo, passo um largo tempo na internet e me perco diante de tantas páginas. Ai, a minha cabeça dói, sabia? O número crescente de blogs altera a noticiabilidade simultaneamente, dinamizando fontes, olhares e observações.

Quando me dou conta disso, vem à minha cabeça meu ex-professor de Sociologia, que degustou a experiência de passar um determinado período 'isolado' de qualquer meio que pudesse lhe oferecer informações. Na verdade, ele queria provar a si mesmo que não dependia de jornais para viver e disse: "Eu sobrevivi". Hehehe. O cara é meio doido, embora tenha conhecimento 'para dar e vender'. E eu acho que é isso. Ele tem tanto conhecimento que chega a ser incompreensível quando fala, porque começa a engolir palavras, frases e substitui tudo por um "pá-pá-pá". Mas sim, é óbvio que ele sobreviveu à catarse. E sobreviveu especialmente para continuar se alimentando de conhecimentos.

E é isso o quê acontece conosco. Mesmo que não reconheçamos que vivemos numa ciranda de informações, a cada segundo damos e recebemos algo que (des-) acrescente ao nosso hall de lunaticidades. Se pressupormos que esse (um) processo de troca de informações se dá a cada segundo, poderíamos fazer uma fórmula matemática para calcular quantas informações tivemos em 2007. E isso sendo modesto e levando em consideração que em cada segundo há apenas uma troca. Mas, claro que essa idéia de cálculo foi apenas uma viagem da Lua aqui, que não vai fazer @#$%%¨& de fórmula nenhuma, afinal, eu faço é Letras e não Matemática (ô, piada infame!!! ¬¬').

A propósito, falando em Letras... Antes que eu fuja do tema, foi exatamente por uma discussão durante a aula de Semântica (indagorinha), que tive a inspiração (:S) para este post. O professor dessa cadeira chegou com uma pérola para a turma:

"A cada ano, o Brasil tenta se superar no número de leitores e consegue. Em 2007, batemos o recorde de leitores, novamente. E sei que, em 2008, bateremos este record. Sim, fiquem embasbacados, mas as pessoas estão lendo cada vez mais! Estão lendo cada vez mais revistas 'Ti-ti-Ti', 'Contigo' e suplementos de jornais, como o 'Galera' (jornal local 'O Estado do Maranhão'). E, na semana que vem, esse número vai nos deixar mais orgulhosos, afinal de contas, dizem as más-línguas que o Juvenal Antena vai ser assassinado e os telespectadores vão ficar loucos para saber quem o matou. Ah, ainda podemos citar outro fator que colabora para que as letras sejam desembaraçadas: o desgraçamento dos outdoors. Vocês já conferiram quantas placas há daqui pra São José de Ribamar (município vizinho da capital maranhense?)"
:: E quem não sabe inglês? Como vai lidar com o blogspot in English? Acho que agora vou chamar meu professor de Inglês! O.o
on quinta-feira, 29 de novembro de 2007 | 5 cousas
*Segundo o jornalista Antonio Martins, editor do Le Monde Diplomatique Brasil, a blogosfera, como mídia alternativa, deveria atender à demanda de debate público. O jornalista acredita que, embora poucas pessoas tenham computadores em casa, o acesso ao meio virtual não se torna ínfimo em função do número de lan houses espalhadas. E isso é uma grande verdade. Por exemplo, o garotinho, que não tem computador em sua casa, consegue juntar grana para pagar hora em ciber. Meu sobrinho mesmo chega a economizar as suas moedinhas para pagar uma hora diária na lan house. Daí você me pergunta, então: "Por que tanto analfabeto virtual?" A falha, obviamente, está no uso. Esses jovens não têm ciência do alcance e da utilidade de um blog e aí entra o grande trunfo dos profissionais em revelar isso.


Ainda na fala do Antonio Martins, a blogosfera tem sido um grande filão para a produção de vozes, porém a face egocêntrica dos seus usuários é mais aparente do que outros temas que fomentariam a análise crítica do mundo. Disso tiro grande parte dos blogs que conheço, inclusive o meu. Certamente, os leitores que por aqui passam devem ser atormentados com o meu mundo comum. E, para todos os efeitos, como jornalista (só questão de receber o canudo, dentro de sete meses \o/), eu deveria ser menos uma narcisista no meio virtual. Admito!

Porém, como eu não tenho fôlego para mais um blog (quem sabe mais tarde?!?), tentarei fazer do lunaticidades um blog mais heterogêneo. Não eliminarei a 'minha face' e adicionarei alguns textos mais analíticos. Será que consigo? Bem! Tomara, né?!? Só não prometo falar de política, porque odeio politicagem e, venhamos e convenhamos, é essa a prática dos tais que andam por aí governando.

Ufa! Acho que comecei bem. Até que não ficou tão mal assim instigar os amigos blogueiros que poderão passar por aqui a refletir mais sobre a função social da blogosfera.




* A entrevista que eu fiz com o jornalista Antonio Martins aconteceu durante o lançamento do núcleo maranhense da Aliança Internacional de Jornalistas.

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