

O blog não é um clássico feminino, embora seja escrito por uma mulher e tenha uma áurea drummondiana*. Ele é indicado para quem consegue perceber a vida de variadas formas e consegue traduzi-las em formas mais simples e puras.
Eu recomendo e o linko aqui, no meu. Espero que eu não esteja sendo ousada.
*"Não uma vida grande, nem uma vida cheia, mas o meu pouco de vida tímida e inconformada, com desejo de fazer alguma coisa que não sei o que seja, mas que seja para os outros, isso eu vivo." (Carta enviada a Mário de Andrade)
Estive pensando nos últimos dias no entulho de informações que recebemos por segundo. Eu, por exemplo, passo um largo tempo na internet e me perco diante de tantas páginas. Ai, a minha cabeça dói, sabia? O número crescente de blogs altera a noticiabilidade simultaneamente, dinamizando fontes, olhares e observações.
*Segundo o jornalista Antonio Martins, editor do Le Monde Diplomatique Brasil, a blogosfera, como mídia alternativa, deveria atender à demanda de debate público. O jornalista acredita que, embora poucas pessoas tenham computadores em casa, o acesso ao meio virtual não se torna ínfimo em função do número de lan houses espalhadas. E isso é uma grande verdade. Por exemplo, o garotinho, que não tem computador em sua casa, consegue juntar grana para pagar hora em ciber. Meu sobrinho mesmo chega a economizar as suas moedinhas para pagar uma hora diária na lan house. Daí você me pergunta, então: "Por que tanto analfabeto virtual?" A falha, obviamente, está no uso. Esses jovens não têm ciência do alcance e da utilidade de um blog e aí entra o grande trunfo dos profissionais em revelar isso.
Ainda na fala do Antonio Martins, a blogosfera tem sido um grande filão para a produção de vozes, porém a face egocêntrica dos seus usuários é mais aparente do que outros temas que fomentariam a análise crítica do mundo. Disso tiro grande parte dos blogs que conheço, inclusive o meu. Certamente, os leitores que por aqui passam devem ser atormentados com o meu mundo comum. E, para todos os efeitos, como jornalista (só questão de receber o canudo, dentro de sete meses \o/), eu deveria ser menos uma narcisista no meio virtual. Admito!
Ufa! Acho que comecei bem. Até que não ficou tão mal assim instigar os amigos blogueiros que poderão passar por aqui a refletir mais sobre a função social da blogosfera.