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on quinta-feira, 1 de julho de 2010 | 0 cousas


Mestrar, doutorar, intercambiar, mochilar, ficar trêbada com os amigos, cantar muito, muito alto, concursar e casar para, enfim, procriar.

Observação: casar é sinônimo de comprar casa e antônimo de matrimoniar.

E ponto. Esse é só um post lembrete, porque faltam apenas cinco anos para os 30.
on domingo, 11 de abril de 2010 | 1 cousas


  • Tenho que ser mais eu e menos os outros. Assim, bem claro e bem óbvio.
  • Tenho que contar apenas até 1(UM) e dar a resposta que vier à cabeça. E, se ela for má para quem ouve, que seja merecida e sem culpa.
  • Tenho que parar de ter medo de ser mal-educada. Educação não é ser gentil, é ser sincero.
  • Tenho que me aceitar diferente e igual a todo mundo, para diminuir as dores da frustração.
  • Tenho que parar de dosar meus risos e de chorar somente para o travesseiro. Não há consolo mais falso.
  • Tenho que parar de encontrar desculpas para não me magoar. Se tiver que alimentar algum rancor, que seja com o pão que o diabo amassou.
  • Tenho que deixar os amigos irem. Eles nunca deixam de ser quando vão, quando morrem. Só quando querem.
  • Tenho que dizer eu te amo, quando eu quiser, e não só quando eu amar. Mesmo que os maiores poetas me amaldiçoem com a benção de nunca mais me apaixonar.
  • Tenho que não pensar no que os outros pensam, querem ou esperam de mim. Que fiquem sentados se amargurando pelo que eu fiz ou deixei de fazer.
  • Tenho que me permitir a viver tudo, porque o tempo está dizendo a todo momento para mim: "eu tenho que acabar". E, se eu ainda não estiver pronta para ouvir críticas, tenho que tapar os ouvidos.

“O que foi a vida? Uma aventura obscena, de tão lúcida” – Hilda Hilst
on terça-feira, 27 de novembro de 2007 | 5 cousas
Aiiiiiinnnn. Estou encurralada entre as minhas próprias (in) decisões. Até ontem eu tinha a certeza do tempo que eu precisava dar num dos meus ramos profissionais para dar vez a um ramo sempre mal-dito por mim. De fato, essa concórdia entre mim e a licenciatura permanece, porém, hoje, uma palhinha para o jornalismo foi reacendida. Esse impasse ou, acordo, se deu, porque, ontem, estive reunida entre colegas professores e, hoje, entre colegas formandos em jornalismo.

À espera da segunda aula do dia, tivemos a oportunidade (pauta de sempre!) de discutir nossas expectativas com o final do curso, sobre o mercado, sobre os nossos planos e até sobre os nossos valores. E, entre a pergunta (tosca) "o que é decisivo numa pessoa para você decidir casar com ela?" e a análise da revista Ótima (-mente tosca!), recentemente, lançada na ilha, vários sentimentos foram renovados, outros inflamados e eu me senti menos sozinha nessa rodada decisiva do campeonato carreirista.

É. Se, ao sair do colégio, nos sentimos pressionados em optar por um curso universitário; agora, ao sair da faculdade, nos sentimos pressionados em optar pelo passo que vamos dar após o recebimento do nosso diploma.

Para a maioria dos presentes naquela roda, a saída é, literalmente, sair. Sair de São Luís e ganhar o mundo. Os destinos são diversos: Recife, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul...Todos desejando ocupar fora espaços comprimidos aqui pela mediocridade e pela política. Numa dessas tiradas, ainda perguntei a eles: "Se o preparo profissional fora daqui é mais avançado, por que, então, procurar mercados mais acirrados?" As respostas foram embarcadas na palhaçada, até que fomos parar nos casamentos, passando pela depedência financeira e concluímos: COMPETÊNCIA. Sim, sim. Na concepção, quase unânime, a competência naquilo em que se propõe fazer é indispensável numa disputa no profissional.

Daí, comecei a pensar na(s) minha(s) competência(s). Eu, obviamente, sou suspeita para falar sobre ela(s), embora tenha muito orgulho do (curto) caminho já trilhado. Mas, se eu não sei afirmar nada sobre a(s) minha(s) competência(s), eu sei falar sobre a minha capacidade. Agora mesmo, estou com uma capacidade imensurável para me embaraçar com as várias coisas que tenho para fazer, para decidir. E, enquanto eu não me desembaraço, eu não tiro a minha carteira de motorista, não dou corpo ao meu projeto monográfico, não ligo para o peixe me arranjar um novo estágio (kakaka), não jogo meu currículo em outras escolas, não paro de reclamar (sobre tudo isso) no meu blog e não paro de estressar a minha mãe com as minhas INdecisões.

Santa incompetência, hein, Luana?!?
on | 5 cousas
Já se passaram quatro anos desde a minha promissora entrada na Estadual do Maranhão. Forçando a minha memória de formiga, lembro que fiquei vislumbrada pelo clima familiar e afetuoso dos funcionários e dos veteranos. Os calouros, obviamente, estavam muito alegres, esperançosos e ansiosos com o caminho que teriam que percorrer. Eu, como já estava na Federal há um mês, estava ali apenas cumprindo um ritual e as minhas expectativas não giravam em torno dessa universidade, como as dos demais.

Embora, já tivessem me dito que eu seria muito mais feliz na Estadual do que na Federal, o curso pelo qual eu desejava me formar estava na segunda, então, vááááários pontos para ela. E, durante todos estes anos, muita burocracia, muita incompetência e muita má-vontade atrapalharam a minha relação com a primeira, então, ela foi acumulando vários pontos negativos. Já fui 'jubilada'; já briguei com professor porque ele insistia que eu deveria optar entre as duas faculdades; já perdi cadeira porque eu não aguentava acordar de manhã cedo, aos sábados, para assistir aula; já fui reprovada por dois dias e deferida logo depois; já fui aprovada por engano...

Enfim, já foi um bendito 'chove-não-molha'. Agora, prestes a deixar a Federal (até junho, porque Deus quer), resolvi mudar de rota. Juro que a mudança não foi estratégica, foi apenas circunstancial. O curso que eu insistia em injuriar, hoje, tem se revelado a 'menina dos meus olhos'. Não estou sendo pragmática e inflexível, até porque isso é uma alexandrita em minha vida. Estou apenas me dando um tempo para experimentar aquilo que sempre recusei para ter certeza dessa recusa (ou não). Uma recusa que foi mais fruto de uma obstinação teimosa, do que de um sentimento nobremente trabalhado.

Hoje mesmo, enquanto uma nova turma estava sendo recepcionada na UEMA, meus amigos trocavam as suas experiências na licenciatura e fiquei tocada, enternecida com as suas lidas. Não é o pior trabalho do mundo, mas pode ser o mais gratificante.

Estou dando fim à era de estágios, na área de Comunicação Social, para lecionar. Para muitos, isso pode estar parecendo ridículo, porém, para mim, vai ser a realização de um sonho que tive há apenas duas semanas, depois de quatro anos. Será que agora saberei o porquê do promissor? Veremos...