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on domingo, 19 de dezembro de 2010 | 4 cousas
Estou feliz, parecendo o Mario Bros pulando porque passou de fase. Já torço para que 2011 chegue e passe correndo até seu meado, para que enfim eu possa começar a viver.

É que tenho um belo horizonte à minha frente.

Amor.
on quinta-feira, 4 de novembro de 2010 | 3 cousas
Está decidido: BH city é a minha mais nova metrópole do coração (all you need is love).

Por favor, interessados em me arranjar um emprego danado de bão pra pagar um aluguel na capital do pão de queijo, inscreverem-se aqui, UAI*!

*"O que é Uai? Uai é uai, uai, sô!"
on domingo, 10 de outubro de 2010 | 0 cousas

Há muita coisa acumulada que eu gostaria de postar. Desde o aperreio dos meus últimos dois meses à piedade de Deus comigo e com os demais, à minha experiência flashback neste domingo. Mas, como não sei ser disciplinada e sei que, se eu não pontuar tudo de uma vez só, as coisas vão se tornar desinteressantes posteriormente ou substituídas por outras mais importantes.

Aviso, contudo, que o interesse ou a importância à qual eu me refiro é um filtro pessoal, que não tem nada a ver com quem, porventura, venha me ler. Afinal, não obrigo que ninguém o faça e esse espaço é minha válvula de escape. #prontogritei

I - Embora o mercado de trabalho, a legislação da área e o próprio cotidiano-nada-cotidiano do Jornalismo às vezes canse a minha cútis e eu brinque que eu poderia ganhar mais hoje sendo uma soldadora a uma jornalista de redação, até os últimos dois meses passados eu não havia me arrependido de ter escolhido o Jornalismo para carreira e para a vida. Foi um período exíguo, em que eu sacrifiquei meu psicológico, meu ego, deixei que subtraíssem a minha energia e, tudo isso, em troca de trocados. Passei dias seguidos tendo pesadelos, adoeci os rins, inflamei a garganta e me desestimulei com o trabalho que estava realizando. Mas Deus teve piedade e já começo em outro, amém.

II - Cada um tem o seu tempo e o seu espaço. Eu não gosto de atropelar nem um, nem outro; é como se eu também permitisse que o fizessem comigo, enquanto eu não gosto de ser vitimizada para outros e acabo fingindo ser mais forte do que sou. Por isso, poucos reconhecem a minha fraqueza. Porém, nem sempre é bom entocar-se em um casulo, como se ninguém pudesse ajudá-lo a respirar. Vez ou outra, encasular-se também é uma forma de chamar a atenção e eu demorei a perceber isso com alguém que eu gosto muito e a minha inutilidade pela distância, infelizmente, só pode ser transvestida em palavras de apoio. É também uma forma de eu revitalizar a energia que, outrora, tentaram me roubar e fazê-la viajar do norte ao sul do país e confortar.

III - Hoje foi aniversário de uma amiga e eu tinha que parabenizá-la. Poderia ser por telefone, por sms, por tweet, por scrap, por sinal de fumaça, mas decidi abraçá-la mesmo que por cinco segundos, pois tenho andado em falta com ela. Antes disso, a minha mãe me pediu carona para levá-la ao nosso antigo bairro para visitar um velho amigo à beira da morte. Assim como eu não visitava o bairro desde os meus seis anos, eu também não via o amigo da minha mãe e da minha infância, mas o reconheci. Tão logo apertou com todas as suas fracas forças a minha mão, ele perguntou se eu já havia me formado. Para qualquer um, é uma pergunta de "oi, como vai"? Mas, para mim, foi um "tem aproveitado a vida?". Apesar de tantos anos sem nos vermos, ele me acarinhou, no tempo em que, ao lado, a sua bisneta de um ano e seis meses pulava não sabendo que a morte se aproximava daquele que sentia um grande xodó por ela.

IV - Sobre energia, enfim, eu acredito que ela valha mais que palavras. Claro que as palavras, em si, carregam o poder, mas existem pessoas que te desejam o mal ou o bem em silêncio secreto. Adiante a qualquer crença religiosa ou superstição, eu temo mais pelo que alguém energiza para o outro. Por isso, há quem peça como única ajuda energia - boa, obviamente - em vez de um trocado ou de um pão. E a esses eu só aconselho que tenham cuidado com quem os circunda, pois eu já aprendi: "os dentes à mostra podem ser o preparo do ataque de um leão e não um sorriso de um amigo".
on domingo, 25 de julho de 2010 | 3 cousas

De todos os dons, eu gostaria de ter a sabedoria de não fazer sofrer. Porque eu quero ser feliz e não sei sê-lo vendo olhos marejarem de tristeza, de perda, de angústia, de sofrimento. Não tenho muita certeza, mas talvez não haja sabedoria para que nada disso aconteça. Quem sabe um pouco de magia, e nem pó de pirlimpimpim eu tenho.

Por isso, recorro ao tempo. Imploro para ajudar àquele que eu faço sofrer, e ele só diz que vai demorar a chegar. Muito atarefado, esquece de me dizer ao certo o quanto irá demorar, porém eu bem sei que a sua espera nunca é em vão. Enquanto ele não tarda, oro para todos os santos. E o que sofre há de sobreviver.

"Não chore mais, meu bem."
on sexta-feira, 23 de julho de 2010 | 0 cousas
Resposta à amiga índia que me convidou para um chá de cevada das 5h.

Eu não fui não! =P

Amiga, vida de desempregada dá muito trabalho!

Ora não se tem gasolina no carro, ora alguém o abastece intencionalmente e te faz de taxista. Ainda rolam os momentos em que, em virtude da falta de perspectivas para o futuro, tu te mete em cursos, em concursos e tudo demanda tempo e verbalização para convencer a mãe a 'verbar'.

Enfim, a vida depois do meio-dia é muito cansativa.
on segunda-feira, 8 de março de 2010 | 0 cousas
Malditas as parcas horas em que você se desarma e acredita, no fundo da sua alma, que tudo foi solucionado.

Quando essas horas passam, você olha pro lado, olha para outro nem lembra que um dia tal problema existiu em sua vida. Até que, como numa catarse, ele pula de dentro de você. Não! Definitivamente, você não está em um filme de ficção, muito menos você acabou de gerar um alien. E nem mesmo foi uma catarse, é apenas você. É o seu reflexo à sua frente, pululante como um coração compassado.

Nesse momento, não se sinta só, porque eu lhe entendo muito bem. A propósito, estou me sentindo assim neste exato momento. Quer que eu descreva mais? Sei que você está se sentindo boba, enganada por si própria e pergunta repetidas vezes: "por que eu me iludo e não mudo? ou então, por que eu não acabo logo comigo, já que sei que não sou capaz de mudar, de deixar de ser legal e bondosa com as pessoas e sempre me ferrar?"

Eu, como outra pessoa legal e generosa, deveria aconselhar para parar de se martirizar. Que você é sim idiota, pensa muito nas pessoas, se dedica all time, mas que um dia vai conseguir deixar de ser tola. Mas, pela primeira vez na vida, não vou pressupor que generosidade seja sinônimo de burrice. Vou confiar que generosidade é lealdade e vou lhe dizer logo que não tenho a mínima experiência nesse tipo de superação.

Mas, se é para lhe consolar, acredito que um dia também irei superar esse tipo de tolice, mas até lá ainda viremos aqui para jurar que VAMOS MUDAR e que ligaremos a tecla FUCK YOU! E, para lhe tranquilizar mais ainda (ou não), aviso que as horas de catarse ou reflexo (como bem queiras denominar) também são parcas.

''mas tudo passa, tudo passará. e nada fica, nada ficará.''
on sábado, 16 de janeiro de 2010 | 6 cousas


Penso, rabisco minha caderneta e me prometo que vou postar. Penso, reflito, choro, escrevo em um lenço de papel e não posto. Procuro uma cara nova, nada me agrada, reviro-me, deito e protelo a mudança no blog.

Tenho empurrado essa relação há tempos. Uma relação sem tesão, com obrigação, como se a nossa história estivesse completado sete anos, e para dar um upgradezinho, eu precisasse de uma lua-de-mel. O pior nem é a falta de tesão, e sim o apego, como se a coragem de jogar tudo para o alto encerrasse nas lembranças dos tempos de confidência, de conversas de botequim e de gargalhadas de pôr a mão na barriga, que já deveriam morar numa caixa de sapatos.

Dar tempo, deixar a ermo, eu já sei que não resolve. Brincar de mudar de endereço ou de excluir para não ter obrigação também não, pois sei que, como das outras vezes, voltarei atrás. E eu já nem sei sobre o que estou falando...namoro, amizade ou simplesmente blog. Como resolver então?
on sexta-feira, 6 de novembro de 2009 | 13 cousas
Eu sou uma loouca, desvairada e apaixonada por utensílios domésticos. Serinho! Há uns dois natais, pedi e ganhei de presente um conjunto de jantar e outro de talheres inox. Muito fofos!

E agora que vou iniciar uma nova vida [ainda com a velha falta de grana] comecei a listar o que devo começar a comprar. E o que surgiu em primeiríssimo e acessível [$$$] lugar??

T
upperware!!



O que isso deve significar, hein? Marque abaixo!

( ) serei uma ótima dona de casa \o/

( ) sou uma mulher "de visão", pois vou fazer coleção, depois revender e viciar em comprar mais e mais tupperware, que nem a tia de um amigo Õ_o

( ) na minha casa só vai ter tuppeware, já que não tenho amigos legais para me darem presentes de casa nova. =(
on domingo, 1 de novembro de 2009 | 8 cousas


"Tem tanta gente que se vai
À imensidao do seu querer
Querendo vida sem a morte
Ser mais forte sem sofrer
E ter certeza sem buscar
Ganhar o amigo sem se dar
Sem semear colher o amor
O amor ferido pela guerra
Quem na terra desconhece
Aparece sem valor
Levo o meu braço qual alguém
Que já caiu mas levantou
Quem foi já não sou.
" [canta Elis Regina]


As fases complicadas da vida não são únicas e nem eternas. Digamos que, uma vez ou outra, nos vemos em situações periclitantes em que repousamos os pensamentos e percebemos que uma guinada de 180 graus precisa ser dada antes que você enlouqueça no seu ponto zero. O importante é que, pelo menos enquanto você está no seu ponto zero pensando na guinada, faça avaliação das perdas e ganhos com essa virada que pode ser irreversível.

E eu estou acá, numa dessas fases complicadas, em que eu poderia dizer que é "
a fase mais complicada da minha vida", mas eu seria pessimista, imatura e determinista demais. Ainda não vivi um tantão para pensar e dizer isso. Além do mais, após a explosão do desespero, da vontade de gritar até a voz acabar e de chorar até alguém dizer que tem a solução para o seu problema e de todos os hiperbolismos e dramas, Deus não deixa passar a esmo um filho.

Por isso, posso dizer que a minha fase é de transição. Já pensei e repensei bastante e resolvi pelo que eu jamais pensei decidir. Não estou com tantas cartas na manga, mas a minha garra [que não paga conta, nem faz feira] me faz ter esperança e cara de pau de desenhar um cenário diferente daquele que tenho hoje. Se, por ora me senti sozinha, sem ter com quem desabafar, fui tola e ingênua. Deus está comigo e só Ele pode me confortar. Que assim seja, Amém!