Hoje, eu vivi, literalmente, um dia de cão. Eu adoro totós. Na verdade, eu nunca tive sorte com cãezinhos. Desde os meus sete anos, venho insistindo na criação de chochorrinhos. O meu primeiro cachorro se chamava Dog (vira-lata), logo depois veio o Kiko (Bacê) e, por último o Gigante (Bacê). Recentemente, ganhei um outro totózinho. Aliás, uma totó. É. A minha mãe não queria tentar novamente a sorte de criar um animalzinho, mas eu tanto insisti que ela teve que engolir o Tosco. Ops! Tosca! Sabe o que é, gente?!? É que eu sou meio aluarada da vida. Ao ganhar o animalzinho da minha irmã, eu fiquei tão emocionada que, ao vê-lo, eu só sabia afagá-lo, paparicá-lo, colocá-lo no colo e nada de curiar o bichano parte por parte. Resultado: uns três dias depois, a minha mãe me chama e faz a seguinte pergunta:
- Luana, onde está o 'pintinho' do Tosco?
- Ué?!? Sei lá...pesquisa aê!
- Pesquise você, porque eu só vejo uma flor de maracujá!!!!
- Hã?! Cuma?!?
Pois é. Já deu para compreender que eu confundi um totó com uma totó, não é?!? Tive que rebatizar a criatura, alterando a última vogal do seu nome e, assim, ficou Tosca! É fato que nem eu, nem a minha mãe consegue chamá-la de ToscA. Embora, o engano tenha durado curto tempo, a verdade é que queríamos que ele continuasse sendo ELE. Mas, como a gente não manda na natureza....
Êpa! Peraê. Coloquei a história da Tosca no texto e não era exatamente sobre ela que iria falar. Desculpem, desculpem! Voltemos ao início do texto para retomar o sentido. Será que consigo??! Pera...Ah, tá! Uhm...Pois é. O meu dia foi, literalmente, de cão. Logo quando eu estava chegando da caminhada (de uma hora e meia.ufa!), cedo da manhã, eu e a minha mãe fomos recepcionadas por um novo dono da rua: o vira-lata Apolo. O grandalhão estava todo empolgado com os transeuntes da minha rua, enquanto todos entortavam a boca para o fedorento. Eu até passaria sem percebê-lo - mesmo com todo o tamanho - se ele não tivesse 'grudado' no meu pé. O tosco (muuuito tosco mesmo...sem metáforas) começou a rosnar para mim e a minha mãe se assustou. O bocó começou a latir para a gente monstrando os dentes. Eu: "- Pronto! Danou-se tudo. Quem poderá nos salvar??". Olhei para um lado e para o outro, tentando encontrar o dono do cachorro, mas só ouvia um berro do segundo andar da casa à frente: "Apolo! Apolo! Entre já!" Se não fosse uma corajosa mulher, que passava por ali, jogar a bolsa dela em cima do bicho, ele teria avançado em mim e a dona (aff) continuaria assistindo tudo do seu camarote.
O mais engraçado foi que os moradores que estavam em suas varandas não se moveram. Só depois de termos sido salvas, eles começaram a comentar que o a
nimal já teria ameaçado morder uma criança antes mesmo de termos chegado. Então, quer dizer que, mesmo assim, a @#$%¨&* da dona do cachorro não o deteve em sua casa?!? É por essas e outras que várias tragédias acontecem por aí e os bichanos são sacrificados. Mas, ouras. Cachorro por cachorro, os donos irresponsáveis que deveriam ser acorrentados*. Assim, como a outra vizinha que outro dia saiu pra passear com o seu bichinho e deixou ele fazer cocô no meio da rua, mas não juntou a merda! Ô, gentinha...Elas sim são um perigo para a sociedade.
E a minha mãe ainda me vem reclamar da Tosca, só porque, além de ser menina, é muda =/, covarde :-O e já devorou duas sandálias dela =D. Ora, veja!
*Alguém me arranja o contato da Luisa Mell??