Afogada nas minhas lembranças insanas, meu corpo era submetido às saborosas sensações de uma loucura não planeJada.
Vista de fora por uma menina ingênua, de tez macia e olhar assustado, não pensei em emergir das sensações que me tomavam numa travessura esplendorosa.
Enquanto tu, no máximo, avistava a menina e me esquecia no leito da morte. A menina, no entanto, inquieta com a minha fraqueza ajoelhou-se diante de mim e tocou os seus lábios gélidos nos meus. Senti o ar cálido brotando do seu ventre unindo-se ao meu hálito frio e morto. Ela passou de si para mim. Meu corpo estremeceu e fui liberta das lembranças. Meu corpo estranhou a energia que se apoderava dele e ainda relutou contra, mas ao olhar em seu torno, viu apenas um laço fino e bege.
Você ainda me olhava... Sim, me olhava espantado com a fusão dela ao meu ser. Sem compreender o que acontecia, arruinastes o jardim que acarinhavas inconscientemente, enquanto vidrava-se na menina. Eu ainda gritei por ti, mas não reconhecestes a voz dela pulsando em mim.
Quando a sua revolta jorrada sobre aquilo que há pouco cultivavas esgotou, a sua retina atravessou o meu corpo vasculhando a minha alma e nada encontrastes de irreconhecível. Mesmo assim, com um sobressalto preferistes não se entregar à menina que existia em mim e que, um dia, foi apenas o reflexo da minha alma sobre a água do rio que as tuas Flores bebiam.